Protesto contra R$ 2,20
outubro 22, 2010 at 1:41 pm Deixe um comentário
Manifestantes queriam que prefeito revogasse o aumento da tarifa de ônibus
Cerca de 300 estudantes e representantes de movimentos sociais trancaram o estacionamento da prefeitura e um trecho da Rua Venâncio Aires das 11h às 19h de ontem, mas não conseguiram o que queriam: convencer o prefeito Cezar Schirmer (PMDB) a voltar atrás e suspender o reajuste da tarifa de ônibus até que fosse feita um audiência pública. Apesar de todos os protestos, do uso de spray de pimenta para conter a manifestação e das confusões ocorridas em frente à prefeitura, Schirmer decidiu não receber os manifestantes ontem e manteve o aumento da tarifa de R$ 2 para R$ 2,20 a partir da próxima terça-feira. No final da tarde, o prefeito aceitou apenas marcar uma audiência pública para os próximos dias.
O protesto ocorreu um dia após o prefeito anunciar o reajuste de 10% na passagem. A manifestação começou na Praça Saldanha Marinho, percorreu o Calçadão e a Rua Venâncio Aires, até chegar à prefeitura (veja quadro). No caminho, muita gente acompanhou os gritos de guerra dos jovens contra o aumento da tarifa. O serviços gerais Saulo Silveira, 47 anos, que passava pelo Centro de bicicleta, apoiou o protesto, pois diz que não anda mais de ônibus para ir trabalhar há mais de 10 anos, devido ao preço da tarifa. Para conseguir sobreviver, ele teve de recorrer à bicicleta.
– Tem mais de fazer protesto. É um absurdo. A gente está matando cachorro a grito. Eu sou cardíaco e nem poderia andar de bicicleta, mas não tenho como pagar ônibus todo dia. Tenho de usar quando vou no Husm – disse Silveira.
Quando chegaram ao prédio do Executivo, alguns estudantes foram atingidos por spray de pimenta quando tentaram entrar a força (leia mais na página 11). Esse foi um dos momentos em que houve empurra-empurra entre os manifestantes e vigilantes ou com policiais da Brigada Militar. Havia dezenas de policiais na prefeitura e na região acompanhando o protesto. Os jovens ficaram revoltados e xingaram os profissionais que faziam segurança no local, alegando que eles teriam sido truculentos. Até a bandeira de Santa Maria foi retirada do mastro e substituída por uma do Diretório Central de Estudantes (DCE) da UFSM.
Quando tiveram a primeira reunião com três secretários municipais, os representantes do movimento exigiram um encontro com Schirmer, além de cobrar que seja feita uma licitação para escolher as empresas do transporte coletivo, o que nunca ocorreu. Outra exigência era que o prefeito suspendesse o aumento para R$ 2,20 até que houvesse uma audiência pública para tratar do tema.
– A comunidade quer saber como será a passagem integrada. Até agora, só houve pintura de ônibus e a entrada pela porta da frente. Várias vias onde passam ônibus foram asfaltadas, o que reduz custos, mas isso não foi levado em conta no cálculo da tarifa – disse Cristiano Schumacher, do Movimento Nacional de Luta pela Moradia.
No final do dia, Schirmer resolveu que hoje irá marcar uma audiência pública para tratar do assunto, o que fez os manifestantes deixaram o local às 19h. Ao meio-dia desta sexta, podem ocorrer novos protestos.
http://www.clicrbs.com.br/dsm/jsp/default.jsp?uf=1&local=1§ion=40&action=noticiasImpressa&id=3082975&edition=15748
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