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Einmal Ist Keinmal
É, não é fácil sair assim de casa, sem ter certeza de estar fazendo a coisa certa.
Mas será que existe fazer a coisa certa?
Como saber se estamos certosou errados?
Eu não sou como o jornalista queixudo da insustentavel leveza do ser que parece ter certeza de estar fazendo a coisa certa e que nunca irá se arrepender de seus atos.
Einmal Ist Keinmal. Uma vez não conta. Uma vez é nunca.
Como gostaria de poder ter mais vidas. ir tentando até achar a melhor forma de ser feliz. Mas como só tenho uma vida, vou tentando, na incerteza de obter algum sucesso.
Mas se a vida te dá limões, então faça uma limonada.
A maioria das pessoas não gosta do que tem, e sempre quer o que não tem.
Tenho que me contentar com o que tenho. Se não tenho, claro que preciso ir atrás, mas não viver só correndo atrás do incerto.
O incerto é muito chato. O incerto é lastimável.
Assim como a angústia que estou sentido agora.23 de maio
Add comment Julho 3, 2008
A insustentavel leveza do ser – de novo e sempre
A luz e a escuridãoQuando Franz e Sabina faziam amor Franz deixava uma pequena luz acesa sobre a cama, pois pensava que apagar a luz na hora do amor era ridículo. Mas ao penetrar Sabina fechava os olhos para assim encontrar o infinito dentro de si. Para Sabina a escuridão é a negação do que é visto. Sabina pensa que um homem que fecha os olhos é um destroço de si mesmo e como não quer ver Franz também fecha os olhos.
Será que a luz e a escuridão tem algo a ver com o ato do amor?
Será que a luz não teria antes a ver com agrau de afinidade entre os amantes?
Sim, pois se não se tem uma certa afinidade provavelmente se deixará a luz apagada, talvez por timidez, desconforto. Assim com a luz apagada ficará mais fácil de realizar fantásias eróticas, deixar o desejo falar mais alto e “subir pelas paredes”.
Existindo uma afinidade entre os amantes – o que não significa que não exista a timidez – será mais fácil para os amantes se deixarem levar pelo fogo da paixão. Oque o casal de cima faz no escuro eles fazem muito melhor na luz e na escuridão.
Com a luz podem contemplar juntos seus momentos alucinantes e na escuridão dão um pouco mais de erotismo e mistério as suas “brincadeiras”.
Mas quando alguem é forçado ao ato, ai concordo com a Sabina A escuridão é a negação do que se vê.
Ontem estava caminhando, me sentia tão leve, quando me deparei com uma parede. Olhei para cima e vi a janela de um quarto. Minha história com aquele quarto se passa num sabádo próximo ao fim do ano. Que alegria me dá lembrar desta noite mágica e fria, noite em que me apaixonei …
Foi como se eu voltasse alguns meses atrás. Senti novamente o medo de menina e o desejo de mulher que se afloravam em mim naquela noite – e que iria me perseguir a partir dali – . Seu corpo junto ao meu pareciam apenas um. è como se eu penetrasse em suas entranhas e descobrisse seus segredos. Sim eu conhecia seus segredos. Tinhamos o mesmo sonho de um mundo melhor. Hoje seus segredos não me são mais revelados, acho que está difente, mudou… Tenho medo que a culpa seja minha.
Lembro de seu corpo nú, pele clara, tão branquinha, olhar angelical e conquistador. olhar de quem pede colo, mas tem medo de colo. Um anjo com abraço confortante.mTem a voz estranhamente musical, não é uma voz normal, é uma voz que cativa e como cativa. Tudo em você é cativante seu jeito de olhar, seu jeito de dançar, seu jjeito de cantar, até seu jeito estranho de tocar violão, seu jeito quando ta com ciumes, seu jeito fominha quando joga video-game, seu jeitinho de gurizinho brincalhão, seu jeito homem na cama, seus beijos doces. Ah, como sonho com seus beijos doces, seus abraços carinhosos. Sonho e fico lembrando de seu corpo deitado ao meu lado, claro, eu não consegui durmir, ficava te olhando. Enfeitiçada. Você durmia tão bonito, num sono tão leve. Tenho curiosidade em saber com oque sonhava. Seu sono era tão lindo, tinha vontade de te olhar pra sempre.
Acho que nunca gostei de ninguem assim. Sou uma pessoa que se apaixona muito facilmente, mas nunca me prendi assim a ninguem. Nunca tinha conseguido não esquecer alguem. Uma vez até passei por algo parecido. Mas o que eu queria mesmo era um trofeu, que não consegui e agora sei que foi melhor assim. O que eu sentia por aquela pessoa querida que dei um beijo uma unica vez era admiração, carinho, um grande amigo, mas que fiquei um bom tempo me enganando pensando que o desejava enquanto só queria sua amizade e desfazer algum mal entendido, mas talvez no fundo ficar com ele seria um trofeu para meu ego. Que grande idiota. Hoje tenho vergonha disso. Não sinto o mesmo por você, não me pergunte como sei disso, não sei dizer, mas não quero você como um troféu. Não tenho apenas carinho e admiração por você, é muito mais que isso. Ninguem sabe o quanto quero – preciso – estar com você, o quanto te desejo. Sei que isso é impossivel. Até sei que ficar fantasiando só me fará mal, mas assim me sinto melhor. Somos tão iguais e tão diferentes. Você acha que nunca daria certo, eu acho que valeria a pena tentar, mas o compreendo e o respeito.
Nossa começou com um simples comentário sobre um trecho do livro, sobre, luz, escuridão, amor etc… E foi parar no lado pessoal. Não escrevi isso de propósito de caso pensado, fui lembrando e escrevendo. Nossa agora meu superego quer me matar, diz ele: – Deleta!, meu ego diz: – Posta!
Oque fazer?
vou ouvir o ego!?
um dia descobrimos que beijar uma pessoa
para esquecer outra é bobagem…
você não só não esquece a outra pessoa
como ainda pensa muito mais nela…
um dia descobrimos que
se apaixonar é inevitável…”
(Mário quintana)
Add comment Julho 1, 2008
A insustentavel leveza do ser – de novo
A MúsicaPara Franz é a arte que mais se aproxima da beleza dionisíaca concebida como êxtase. Dificilmente nos atordoamos com um romance ou um quadro, mas podemos extrair com a nono de Beethoven, com a sonata paradois pianos e percussão de Bartok e com uma canção dos Beatles. Franz não faz diferença entre a grande música e a música ligeira. Essa distinção parecia-lhe hipócrita e fora de época. Gostava igualmente do rock e de Mozart.
Um romance pode sim extasiar, atordoar uma pessoa, bem na minha opinião. Tudo depende da magnitude e da história do romance – ou qualquer outro livro – que ligue livro e leitor.
Se ao ouvir uma música que gosta uma pessoa pode extasiar-se, ao ler um livro poderá da mesma maneira ficar extasiada. Ainda mais se o livro lhe trás boas lembranças. O livro sendo bom já é um começo, mas quando o livro é ótimo e se vive cada palavra, se penetra num mundo onde os personagens ganham vida e se tenta entende-los, se ri se chora junto com eles. Fica-se encantado, extasiado.
É assim que me sinto quando leio A Insuatemtável Leveza do Ser de Milan Kundera. É um livro que me prende, me faz rir, me faz chorar, me faz querer viver. Sem dúvida um livro inesquesível que irei ler a vida toda.
Terminando pela terceira vez o livro, vou começar a ler num ebook O Livro do Riso e do Esquecimento também de Milan Kundera. Espero que eu goste tanto com gostei da Insustentavel, acredito que irei gostar, pois pelo o que falam Milan é um ótimo escritor e concerteza não escreveu apenas um livro bom.
Eu ia ler A Brincadeira, mas só encontrei em ingles, vou tentar baixa-lo novamente em portugues, mas se não conseguir eu faço um mega esforço e leio em ingles mesmo. Dicionário para que te quero?
Add comment Julho 1, 2008
A insustentavel leveza do ser – livro e filme
Sobre o livro e filme A insustentável leveza do ser. Bem sei que livro e filme são duas coisas diferentes, e até podem ser comparadas, mas não é o mais indicado, pois nunca passarão à mesma idéia. Se fizermos uma comparação entre o livro e o filme, uns irão dizer que um é melhor ou o outro. Mas eu vou entrar nessa onda e vou defender o livro – claro sem humilhar o filme, pois também é muito bom – No livro Kundera fala sobre o eterno retorno, peso e leveza. Depois Kundera fala de tomas, que esta em pé diante a janela… E assim começa a narrar à história. Acho que não teria outra maneira de começar este livro.
No filme Tomas aparece no hospital, mostra-se de maneira um pouco vaga o seu lado leve em relação as amantes e o seu “não amor”. Quando Tomas vai a Boemia a trabalho, Tomas vê Tereza na piscina e a segue até o bar no hotel onde ela trabalha e ele está hospedado, lá a história deles começa. Tereza vê Tomas que tem um livro nas mãos, ela tem um livro no balcão. Tereza fita-o e tem vontade de saber o que ele lê. O radio está ligado tocando Beethovem, Tomas pede um conhaque, e pede para que Tereza acrescente na conta do quarto, Tereza acha engraçado o fato de ele estar no quarto 6 e ela sair do trabalho às 6 horas. Quando Tereza vai ao encontro de Tomas que está sentado no banco onde ela costuma ler, ela tem um livro nas mãos Ana Karenina de Tosltói, eles conversam um pouco e ele vai embora. No livro esse encontro acontece de maneira um pouco diferente. Tomas não vê Tereza na piscina, somente no bar. Achei bem interessante o acréscimo desta cena. Mas como eu adoro botar defeito nas gravações fiquei me perguntando da onde Tomas tirou o livro? Surgiu do nada? Nada a ver eu gosto de achar erros nos detalhes, mas o livro não tava lá.
No livro Tereza pensa no n°6 ao ver a chave do quarto de Tomas, pois quando morava com seu pai antes dele ser preso, o n° de seu quarto era o n°6; mas ela não diz isso a Tomas, ela diz que sai do trabalho às 6 horas. No filme ela só diz que sairá do trabalho as 6 horas.
No livro Tomas dá a Tereza na estação de trem um cartão de visitas. Já no filme fica muito vago este encontro, não sabemos como Tereza chegou até a casa de Tomas, sendo que eles trocaram meia dúzia de palavras.
Acho que o filme poderia mostrar o lado do relacionamento de Tereza com sua mãe, pois afinal, este relacionamento ajuda Tereza a deixar a Boemia rumo ao incerto. Bem no filme Tereza vai até a casa de Sabina com Tomas para aprender sobre fotografias. No livro esse encontro se dá em um café.
No livro quando Tereza vai até o ateliê de Sabina, para fotografá-la, isto se passa em Praga, no filme em Genebra – ou Zurique, esta parte ficou um pouco confusa para mim – e Franz está lá, no livro Sabina ainda nem o havia conhecido.
O filme se quer fala da Existência do filho de Tomas, que no livro, não deixa de ser um personagem importante.
Acho que o filme poderia ter mostrado mais Sabina depois que deixou Genebra. E mostrar seu gosto por cemitérios. Eu gostei dessa parte no livro. Na verdade não tem muita coisa que eu não tenha gostado, se é que tem alguma coisa que eu não tenha gostado.
O que me chamou muito a atenção no filme foi à morte de Tomas e Tereza.
No filme esta morte pode ser compreendida mais facilmente, no livro eu fico em duvida. Não fosse a parte em que Kundera diz que Tomas só se livrou do ciúmes de Tereza um ou dois anos antes de morrer, eu acharia que o telegrama que o filho de Tomas recebe comunicando a morte de Tomas e Tereza, foi forjado pelo próprio Tomas para que seu filho comunicasse a Sabina do acontecido e assim romper de vez com o passado.
No livro Sabina ao saber desta morte trágica, escreveu em seu testamento que queria ser cremada, pois não suportaria ser enterrada entre paredes de concreto. Se Tomas e Sabina tinham morrido sob o signo do peso ela morreria sob o signo da leveza, suas cinzas seriam jogadas ao vento. Como diria Parmênides é a transformação do negativo em positivo.
Bem eu não acho que o leve seja o positivo.
Se Tereza é o peso e Sabina a leveza. Por que Tereza morreu feliz, e por que Sabina acabou indo parar sozinha na América indo cada vez para mais longe de seu país?
Bem devorei o livro e já sabia que quando visse o filme iria gostar mais do livro. Foi o que aconteceu. Adorei o filme, acho que no filme a invasão fica muito mais detalhada pelas imagens, a sensualidade entre Tomas e Sabina fica ainda mais excitante. Fazer um filme com base num livro, não quer dizer que o filme vá ser igual ao livro. Mas que vai ter um mesmo enredo, que poderá ter algumas mudanças. Aponto estas diferenças, pois imaginava que o filme fosse mais fiel ao livro. Prefiro o livro, pois nele encontro mais detalhes, e opiniões do autor/narrador sobre seus personagens, além de algumas particularidades do próprio. Juntando isto a minha imaginação, mesmo tendo adorado o filme, não posso trocar o livro pelo filme.
Agora posto um trecho do livro:
Eis duas paixões não somente diferentes mas quase contraditórias. O amor não se manifesta pelo desejo de fazer amor (esse desejo se aplica a uma quantidade inumerável de mulheres), mas pelo desejo do sono compartilhado (este desejo diz respeito a uma só mulher).
Vai dize que não dá vontade de ler e não parar mais?
Segunda-feira, 28 de Abril de 2008
Add comment Junho 30, 2008
A insustentavel leveza o ser – TEREZA E SABINA EM MINHA VIDA.
O QUE ESCOLHER A LEVEZA OU O PESO?
DIGAMOS QUE TEREZA É O PESO E SABINA A LEVEZA, TEREZA NÃO É MÁ POR QUE ELA SERIA UM PESO?
NÃO SERIA ELA DIGNA DE SER LEVE? CREIO QUE TEREZA É UM PESO POR SOFRER E NÃO CONSEGUIR ESCONDER ESTE SOFRIMENTO, FAZENDO COM QUE TOMAS SOFRA JUNTO COM ELA.
TEREZA PESA POR AMAR TOMAS E ESSE AMOR OS SUFOCA. PARA TOMAS TEREZA FOI DEIXADA EM UMA CESTA NO LEITO DE UM RIO QUE DARIA EM SUA CAMA. TEREZA PRECISA SER CUIDADA, POIS SOZINHA NÃO CONSEGUIRIA. TEREZA SENTE CIUMES DE TOMAS COM AS AMANTES. DEVEMOS JULGAR TEREZA POR SENTIR CIUMES?
EU NÃO JULGARIA. EU SOU COMO ELA. EXCESSIVAMENTE CIUMENTA, MAS APRENDI A CONTROLAR ESTE MAL, DIFERENTE DE TEREZA QUE ACEITA AS TRAIÇÕES DO MARIDO. NO INICIO DE SEU RELACIONAMENTO TEREZA GRITAVA DURANDO O AMOR PARA CEGAR OS SENTIDOS. TALVEZ PARA NÃO LEMBRAR DE SU PADRASTO NA PRIVADA ENQUANTO ELA TOMAVA BANHO OU DE SUA MÃE NUA PELA CASA E DAS AMIGAS QUE PEIDAM AO SOM DE GARGALHADAS.
QUANDO CRIANÇA TEREZA OLHAVA-SE NO ESPELHO TENTANDO VER SUA ALMA. QUERIA VER ATRAVES DE SEU CORPO. ME ESPANTO AO SABER DISSO, POIS QUANDO CRIANÇA TAMBEM FICAVA HORAS NA FRENTE DO ESPELHO TENTANDO VER MINHA ALMA ,SE ELA ERA BONITA E SE REALMENTE TINHA UMA. OLHAVA FIXO NO ESPELHO DENTRO DE MEUS OLHOS ATÉ QUE SÓ VIA NUVENS BRANCAS E CINZAS FICAVA TONTA. ACHAVA ISSO LINDO SEMPRE TINHA A IMPRESÃO DE VER VULTOS POR DE TRÁS DE MIM.
MAS VOLTANDO A TEREZA, ELA NÃO É MÁ. O SENTIMENTO QUE SINTO POR ELA É COMPAIXÃO. MAS O QUE É COMPAIXÃO AFINAL? CREIO QUE EXISTAM DOIS TIPOS DE COMPAIXÃO. A PRIMEIRA COMPAIXÃO É QUANDO SENTIMOS PENA DO PROXIMO QUE SOFRE. MAS SÓ ISSO, PENA. ORA PENA. PENA SENTIMOS QUANDO UM VASO BONITO SE QUEBRA. AI! QUE PENA TODOS GRITAM.
A SEGUNDA COMPAIXÃO É QUANDO NÃO SENTIMOS PENA, MAS SIM A DOR DO PROXIMO. QUANDO ESSA DOR NOS TOCA PROFUNDAMENTE E NOS FAZ QUERER FAZER ALGUMA COISA PELO PROXIMO SOFREDOR. ACHO QUE O MUNDO SERIA BEM MELHOR SE ESCOLHECEMOS A SEGUNDA COMPIXÃO MAS PARECE QUE A GRANDE MAIORIA DAS PESSOAS ESCOLHEU A PRIMEIRA. CREIO QUE NÃO SEJA UMA BOA ESCOLHA.
É ESSA SEGUNDA COMPAIXÃO QUE SINTO POR TEREZA. TENHO VONTADE DE COLOCA-LA EM MEU COLO E CUIDA-LA ACARICIANDO SEUS CABELOS COMO FAÇO COM MINHA FILHA. SINTO EM MIM A DOR DE TEREZA QUANDO PERDEU KARENIN. VEJO-A EM MIM. NÃO! ME VEJO EM TEREZA E ADMIRIO-A POR PERCEBER QUE É UM PESO.
MAS E A LEVEZA? E SABINA? QUANDO LEMBRO DE SABINA, LEMBRO-ME DE SEUS QUADROS. SABINA PINTA A MENTIRA INTELEGIVEL E POR DE TRAS MOSTRA A VERDADE INCOMPREENSIVEL. PENSO QUE SABINA PINTA O MUNDO, A HUMANIDADE. A HUMANIDADE SEMPRE ESCONDENDO-SE POR DETRÁS DAS MENTIRAS E POR DETRÁS DESSAS MENTIRAS SEMPRE TEM A VERDADE ,A HUMANIDADE MENTE PARA SI E JURA NÃO MENTIR. É ASSIM QUE VEJO OS QUADROS DE SABINA.
O QUE MAIS ME CHAMA A ATENÇÃO EM SABINA É O DESJO DE TRAIR. SABINA TRAIU SEUS PAIS, SUA PATRIA. SIM, SABINA TRAIU SUA PATRIA DO CONTRARIO NÃO TERIA DEIXADO PRAGA. NÃO IRIA QUERER TERMINAR SEUS DIAS LONGE DE SEU PAÍS PEDINDO PARA QUE QUANDO MORRESSE SER CREMADA, POIS NÃO SUPORTARIA ACABAR ENTRE PAREDES DE CONCRETO. SER CREMADA. EU TAMBEM QUERO SER CREMADA QUANDO MORRER, MAS AINDA ESTOU PENSANDO ONDE QUERO QUE JOGUEM MINHAS CINZAS. MAS SABINA NAO É FRACA POR TER ABANDONADO SEU PAÍS, PELO CONTRARIO, ELA É MUITO FORTE. EU EM SEU LUGAR, NÃOS SEI SE RESISTIRIA E ACABARIA VOLTANDO COMO FEZ TEREZA.
QUERIA SER FORTE COMO E PINTAR COMO SABINA. GOSTARIA DE FAZER COMO ELA FEZ COM FRANZ. QUERIA DEIXAR TUDO PRA TRÁ, SEGUIR EM FRENTE. PODERIA ATÉ VOLTAR UM DIA MAS SÓ DE PASSAR UM TEMPO LONGE DE MINHA TERRA NATAL JA SERIA UM COMEÇO DE UM RECOMEÇO.
QUERIA SER SABINA , SENSUAL, INTELIGENTE, BONITA, E NÃO ME APEGAR TANTO AO AMOR, OU PELO MENOS CONSEGUIR DEIXA-LO DE LADO, ESQUECE-LO QUANDO JULGASSE PRECISO. TODOS NÓS TEMOS A NECESSIDADE DE SER OLHADOS, DIZ KUNDERA. TOMAS E TEREZA TEM NECESSIDADE DE VIVER SOBRE O OLHAR DO SER AMADO.
SABINA VIVE SOB O OLHAR IMAGINARIO DOS AUSENTES. É UMA SONHADORA.
EU ASSIM COMO SABINA SOU UMA SONHADORA E A CADA PASSO DE MEU DIA ENCENO PARA UM PÚBLICO IMAGINÁRIO. ESSE PÚBLICO IMAGINÁRIO É NOSSO INCONCIENTE, DAMOS ORDENS A ELES SEM PERCEBERMOS MONTAMOS UMA HISTORINHA COM NOSSO DIA A DIA. SE NÃO ESTOU ENGANA ESTA É UMA EXPLICAÇÃO DE FLEUD. OU SERÁ QUE LI ISSO EM ALGUM LUGAR E NÃO LEMBRO ONDE? SEI LÁ MAS ACREDITO NISSO. OS PAIS DIZEM QUE SEUS FILHOS ESTÃO LOUCOS E QUE NÃO SE PODE TER AMIGOS IMAGINARIOS, EU TENHO.
QUANDO ANDAMOS NA RUA NOS PREOCUPAMOS MUITOS MAIS COM OS OUTROS DO QUE COM NÓS MESMOS. SEMPRE QUE ANDO NA RUA FICO PENSANDO NO QUE SERÁ QUE AS PESSOAS ESTÃO PENSANDO.
MAS TAMBEM SOU COMO TOMAS E TEREZA. MUITAS VEZES ESSE PÚBLICO IMAGINÁRIO MUDA E PASSA A SER A PESSOA AMADA. IMAGINO QUE ESTÁ SEMPRE COMIGO, INVENTO HISTORIAS E FICO NA ESPERANÇA QUE UM DIA SE REALIZEM. AS VEZES PARECEM SER TÃO REAIS QUE AS CONFUNDO COM A REALIDADE. QUANDO ESSA PESSOA AMADA SE AFASTA PERCO MEU MUNDO, ME SINTO UM LIXO, NOSSA COMO SOU PESADA – MAS NEM SEMPRE FOI ASSIM.
SE EU TIVESSE QUE ESCOLHER ENTRE A LEVEZA E O PESO FICARIA COM O PESO, POIS PENSO QUE NÃO SUPORTARIA VIVER TÃO LEVE, SEM UMA PREOCUPAÇÃO SEQUER A PONTO DE FLUTUAR. SERIA TÃO LEVE QUE RETORNARIA AOS MEUS SONHOS DE CRIANÇA. SONHAVA QUE LEVITAVA, VOAVA SEM RUMO E FELIZ, MAS QUANDO QUERIA RETORNAR AO CHÃO NÃO CONSEGUIA E ME DISESPERAVA AFOGANDO-ME EM LAGRIMAS E SOLUÇOS. TIVE ESSE SONHO VÁRIAS VEZES, NORMALMENTE ENQUANTO DORMIA, MAS TAMBEM O TIVE ACORDADA. ESSE SONHO ME MOSTRA COMO SERIA MINHA VIDA SE EU FOSSE TOTALMENTE LEVE. UM DIA IRIA ME CANÇAR E ME DESESPERARIA SE NÃO PUDESSE VOLTAR E SER PESADA OUTRA VEZ. PARA SABINA VIVER DENTRO DA VERDADE E NÃO MENTIR NEM PARA SI NEM PARA O PROXIMO, SÓ SERIA POSSIVEL SE VIVESSEMOS SEM PUBLICO. ADMIRO A CORAGEM DE SABINA DE IR AO ENCONTRO DO DESCONHECIDO. ACHO QUE NÃO CONSIGO.
OBS: TEXTO ESCRITO NA PRESSA. SABE QUANDO SE DEIXA AS PALAVRAS FLUIREM SEM PENSAR MUITO. ENTÃO. IGNOREM OS ERROS DE PORTUGUES E OS DE DIGITAÇÃO TAMBEM (TO SEM TEMPO), ALGUMAS PALAVRAS GOSTARIA DE MUDAR MAS NA HORA NÃO LEMBREI DAS QUE REALMENTE GOSTARIA DE COLOCAR, MAS DEPOIS TALVEZ ARRUME.
13 de março de 2008
Add comment Junho 25, 2008
