Posts filed under ‘Nietzsche’

“A grandeza do homem consiste em que ele é uma ponte e não um fim; o que nos pode agradar no homem é ele ser transição e queda.”

novembro 17, 2008 at 11:40 pm Deixe um comentário

NIETZSCHE: A TRANSVALORAÇÃO DOS VALORES

Os conceitos marxistas de ideologia e alienação denunciam as ilusões do conhecimento:
as “verdades” da classe dominante, impostas como universais, são antes o produto das condições materiais de produção. O fundador da psicanálise, Sigmund Freud (1856-1939), ao criar, por sua vez, a hipótese do inconsciente coloca em xeque a crença racionalista segundo a qual a consciência humana possui controle sobre os desejos: antes disso, o indivíduo reage às forças conflitantes de suas pulsões sem conhecer os determinantes de sua ação (o papel da psicanálise seria ajudar o indivíduo a tomar consciência de seus desejos reprimidos, auxiliando-o na superação do
comportamento neurótico).
A filosofia de Friedrich Nietzsche (1844-1900) não se confunde com o pensamento de Marx ou Freud, mas compartilha com eles algo crucial: a destruição – a golpes de martelo, como dirá o próprio Nietzsche – da ilusão da certeza. É, afinal, a crise da racionalidade moderna que se anuncia na obra desses pensadores.
Nietzsche coloca-se contra toda filosofia sistemática, de Platão a Hegel. Aliás, ele subverte a noção tradicional segundo a qual a filosofia teria surgido com a superação do pensamento mítico. Ao estudar a transição do período arcaico ao clássico da Grécia Antiga, Nietzsche nota a existência de dois princípios contraditórios que, no entanto, se
contrabalançavam e se completavam mútua e dialeticamente. Assim, ao “espírito apolíneo” contrapunha-se o “espírito dionisíaco”, ou seja, no lado oposto à racionalidade ordeira encontrava-se o excesso festivo e a embriaguez.
O objetivo de Nietzsche?
Suprimir a base, a partir do qual os valores da tradição cristã foram erigidos, demolir seu fundamento metafísico (que nada prova) e demonstrar, de um lado, a historicidade de valores que se fizeram passar por universais e, de outro, como sua construção, afinal, não é divina, mas humana, demasiado humana. E mais do que isso: pretende demonstrar como os valores da tradição socrático-cristã são niilistas, pois depreciam a vida e desprezam o corpo (Saiba Mais). A
alma, continua Nietzsche, foi forjada “para arruinar o corpo”. O “mundo verdadeiro” da metafísica é o “atentado mais perigoso contra a vida”, é a “máxima objeção contra a existência”. É preciso, então, suprimir o além, restabelecer o equilíbrio entre os valores vitais (“espírito dionisíaco”) e a razão (“espírito apolíneo”), combater e inverter os valores da tradição cristã para que surjam outros, afirmativos da vida. A essa empreitada, Nietzsche chama “a transvalorização de todos os valores”.
A “morte de Deus” presente no pensamento nietzschiano, significa, enfim, a ruptura com o modelo de pensamento metafísico, baseado na dicotomia entre aparência e realidade, falsidade e verdade, bem e mal. Todo conhecimento, portanto, é resultado de uma construção resultante também de interesses e condicionamentos subjetivos, sujeitos a impulsos e anseios.
O conhecimento, desse modo, resume-se à interpretação, à atribuição de sentidos, sem jamais constituir-se em uma explicação definitiva da realidade. Os sentidos, por sua vez, são atribuídos a partir de uma escala de valores que se quer promover. O papel da filosofia é, pois, interpretar a história da formação dos valores, identificando os diferentes processos de formação de um texto, observando suas lacunas e seus espaços em branco, desmascarando a pretensa
universalidade de “verdades” que, no fundo, são historicamente construídas.
Para Nietzsche a verdade é: “Um batalhão móvel de metáforas, metonímias, antropomorfismos, enfim, uma soma de relações humanas, que foram enfatizadas poética e retoricamente, transpostas, enfeitadas, e que, após longo uso, parecem a um povo sólidas, canônicas e obrigatórias: verdades são ilusões, das quais se esqueceu que o são.”
Sintetizando, Nietzsche ao colocar em questão o valor dos valores, procura demonstrar que a pretensa universalidade dos valores da tradição socrático-cristã não passam de uma construção histórica cujos frutos são nocivos à vida. A transvaloração de todos os valores é, finalmente, a coragem de erigir novos e humanos valores, voltados para o florescimento e intensificação da vida humana.

julho 1, 2008 at 7:12 am Deixe um comentário

Poema de Nietzsche

Tu,que com o fogo da tua lança
Divides o gelo de minha alma,
Fazendo-a buscar o mar, sem calma,
Em busca da sua maior esperança :
Sempre mais clara, e mais saudavel,
Liberta no dever mais amavel
Ela preza e teu mulagre,
Mais belo entre todos os janeiros!
NietzscheNietzsche fez este poema para homenagear
o janeiro de um ano que eu não sei qual é.

junho 30, 2008 at 2:45 am Deixe um comentário

Assim falou Zaratustra

“Um dia,estava Zaratustra a dormitar sob uma figueira,porque fazia calor e tinha tapado o rosto com o braço.Nisto chegou uma víbora,mordeu-lhe o pescoço e ele soltou um grito de dor.Afastando o braço do rosto,olhou a serpente e ela reconheceu os olhos de Zaratustra,contorceu-se vagarosamente e quis se retirar. “Não – disse Zaratustra – espera,ainda não te agradeci!Despertaste-me a tempo,pois o meu caminho ainda é longo”.
“O teu caminho teu caminho é curto”,disse tristemente a víbora : – o meu veneno mata.Zaratustra pôs-se a rir.”Quando foi que o veneno de uma serpente matou um dragão?”.E ele ainda disse : “Reabsorve o teu veneno!Não és rica demais pra me fazeres presente dele”.Então,a víbora tornou a enlaçar-lhe o pescoço e lambeu a ferida.”
(assim falou Zaratustra)

junho 30, 2008 at 2:39 am Deixe um comentário

Trechos de Nietzsche 2

“Para que haja arte, para que haja ação ou comtemplação estética qualquer, uma condição fisiológica preliminar é neessária: a embreaguez. É preciso em primeiro lugar que a embreaguez tenha aumentado a irratabilidade de toda a máquina: de outra forma, a arte é impossível. Todos os tipos de embreaguez, ainda que estejam condicionados o mais diversamente possível, têm potência de arte (…) O essencial na embriaguez é o sentimento da força aumentada e da plenitude.”

junho 25, 2008 at 4:03 am Deixe um comentário

Friedrich Nietzsche

Nietzsche

“Há encanto e açúcar demais nesses sentimentos de “para os outros”, de “não pra mim”, para que não se tenha necessidade de desconfiar duplamente e perguntar: “não seriam talvez – seduções?” O fato de agradarem – aquele que os tem e àquele que goza de seus frutos, também aos meros espectadores.”
(…)
“Em circunstâncias de paz, o homem guerreiro se lança contra si mesmo.”
(…)
“Determinadas verdades são melhor reconhecidas por cabeças medíocres por lhe serem mais adequadas, há verdades que possuem encantos e forças sedutoras apenas para espíritos medíocres.”
Friedrich Nietzsche – Além do bem e do mal

junho 25, 2008 at 3:13 am Deixe um comentário

Nietzsche

Em toda parte o homem só encontra sua insuficiência pessoal, sua impotência total ou parcial. Que coragem teria para combater se não tivesse recebido previamente a consagração de uma causa que ultrapassa sua personalidade? nossas maiores dores individuais, a impossibilidade de por em comum com todos os homens um mesmo saber,a incerteza das verdades derradeiras e a desigualdade dos dons,tudo isso desperta em nós a necessidade da arte. Não podemos estar felizes quando todos em torno de nós sofrem e provocam sofrimento uns aos outros; não podemos ser morais enquanto a marcha das coisas humanas é determinada pela violência,pela mentira e pela injustiça; não podemos até mesmo ser sábios enquanto a humanidade inteira não rivaliza em sabedoria e não encontrou a maneira mais sabia de iniciar o homem para a vida e para o saber. Como poderíamos tolerar esse sentimento de nossa tríplice insuficiência, se já não pudéssemos discernir em nossas próprias lutas,em nossos esforços e nossos desastres,um elemento sublime e rico de sentido,se não aprendêssemos da tragédia a gostar do ritmo das grandes paixões e a grandeza de seu sacrifício? A arte, para dizer a verdade,n ão é o mestre e o mentor da atividade concreta; o artista,nessesentido, nunca é um educador nem um conselheiro; os objetivos que os heróis trágicos se propõem não são mais desejáveis em si. 

Nietszche – O caso Wagner
18 de março de 2008

junho 25, 2008 at 2:43 am 1 comentário


Aqui você encontra…

Letras de músicas Link para baixar músicas Artigos sobre alguns filósofos e escritores em especial Nietzsche - claro que a maioria dos textos não são meus e os que são meus são malucos. Mais algumas coisas, agora nem lembro, mas principalmente alguns textos malucos. Como se eu escrevesse para mim mesma, para me lembrar de alguma coisa. Talvez de ter um pouco de juizo...

 

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