Nietzsche

08 de dezembro

 Assim Falava Zaratustra

 “A grandeza do homem consiste em que ele é uma ponte e não um fim; o que nos pode agradar no homem é ele ser transição e queda.”

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17 Novembro 2008

Frases de Nietzsche

Torrna-te aquilo que és.
(Nietzsche)

O medo é o pai da moralidade.
(Nietzsche)

 Sem a música, a vida seria um erro.

(Nietzsche 

Os grandes intelectuais são cépticos.
(Nietzsche)

A vida mais doce é não pensar em nada.
(Nietzsche)

Temos a arte para não morrer da verdade.
(Nietzsche)

Até Deus tem um inferno: é o seu amor pelos homens.
(Nietzsche)

Querer a verdade é confessar-se incapaz de a criar.
(Nietzsche)

A vida vai ficando cada vez mais dura perto do topo.
(Nietzsche)

Não há fatos eternos,como não há verdades absolutas.
(Nietzsche)

Saber é compreendermos as coisas que mais nos convém.
Nietzsche
)

Há uma exuberância na bondade que parece ser maldade.
(Nietzsche)

O castigo foi feito para melhorar aquele que o aplica.
(Nietzsche)

É pelas próprias virtudes que se é mais bem castigado.
(Nietzsche)

A recompensa final dos mortos é não morrer nunca mais.
(Nietzsche
)

É necessário ter o caos cá dentro para gerar uma estrela.
(Nietzsche)

A música oferece às paixões o meio de obter prazer delas.
( FRIEDRICH NIETZSCHE )

Aquilo que se faz por amor está sempre além do bem e do mal.
( FRIEDRICH NIETZSCHE )

É difícil viver com as pessoas porque calar é muito difícil.
( FRIEDRICH NIETZSCHE )

O que não provoca minha morte faz com que eu fique mais forte
( FRIEDRICH NIETZSCHE )

Na vingança e no amor a mulher é mais bárbara do que o homem.
( FRIEDRICH NIETZSCHE )

O que não provoca minha morte faz com que eu fique mais forte.
( FRIEDRICH NIETZSCHE )

Não posso acreditar num Deus que quer ser louvado o tempo todo.
( FRIEDRICH NIETZSCHE )

Você precisa de uma alma caótica para deixar nascer um bailarino
( FRIEDRICH NIETZSCHE )

Quanto mais me elevo, menor fico aos olhos de quem não sabe voar.
( FRIEDRICH NIETZSCHE )

O casamento põe fim a breves loucuras – sendo uma longa estupidez.
( FRIEDRICH NIETZSCHE )

Você vive hoje uma vida que gostaria de viver por toda a eternidade?
( FRIEDRICH NIETZSCHE )

Tudo é precioso para aquele que foi, por muito tempo, privado de tudo.
( FRIEDRICH NIETZSCHE )

A moralidade é a melhor de todas as regras para orientar a humanidade.
( FRIEDRICH NIETZSCHE )

É mais fácil lidar com uma má consciência do que com uma má reputação.
( FRIEDRICH NIETZSCHE )

O macaco é um animal demasiado simpático para que o homem descenda dele.
( FRIEDRICH NIETZSCHE )

O inimigo mais perigoso que você poderá encontrar será sempre você mesmo.
( FRIEDRICH NIETZSCHE )

Só se pode alcançar um grande êxito quando nos mantemos fiéis a nós mesmos.
( FRIEDRICH NIETZSCHE )

Odeio quem me rouba a solidão sem em troca me oferecer verdadeira companhia.
( FRIEDRICH NIETZSCHE )

Em última análise, amam-se os nossos desejos, e não o objecto desses desejos.
( FRIEDRICH NIETZSCHE )

Há sempre alguma loucura no amor. Mas há sempre um pouco de razão na loucura.
( FRIEDRICH NIETZSCHE )

Culpamos as pessoas das quais não gostamos pelas gentilezas que nos demonstram.
( FRIEDRICH NIETZSCHE )

Começamos a desconfiar das pessoas muito inteligentes quando ficam embaraçadas.
( FRIEDRICH NIETZSCHE )

Logo que, numa inovação, nos mostram alguma coisa de antigo, ficamos sossegados.
( FRIEDRICH NIETZSCHE )

Quem, em prol da sua boa reputação, não se sacrificou já uma vez – a si próprio?
( FRIEDRICH NIETZSCHE )

A ideia do suicídio é uma grande consolação: ajuda a suportar muitas noites más.
( FRIEDRICH NIETZSCHE )

O homem é definido como um ser que evolui, como o animal é imaturo por excelência.
( FRIEDRICH NIETZSCHE )

É mais difícil ferir a nossa vaidade justamente quando foi ferido o nosso orgulho.
( FRIEDRICH NIETZSCHE )

Fiquei magoado, não por me teres mentido, mas por não poder voltar a acreditar-te.
( FRIEDRICH NIETZSCHE )

Quanto mais nos elevamos, menores parecemos aos olhos daqueles que não sabem voar.
( FRIEDRICH NIETZSCHE )

Logo que comunicamos os nossos conhecimentos, deixamos de gostar deles suficientemente.
( FRIEDRICH NIETZSCHE )

Para a maioria,quão pequena é a porção de prazer que basta para fazer a vida agradável!
( FRIEDRICH NIETZSCHE )

O esforço dos filósofos tende a compreender o que os contemporâneos se contentam em viver.
( FRIEDRICH NIETZSCHE )

Não é a intensidade dos sentimentos elevados que faz os homens superiores, mas a sua duração.
( FRIEDRICH NIETZSCHE )

O homem precisa daquilo que em si há de pior se pretende alcançar o que nele existe de melhor.
( FRIEDRICH NIETZSCHE )

Não se odeia quando pouco se preza, odeia-se só o que está à nossa altura ou é superior a nós.
( FRIEDRICH NIETZSCHE )

O verdadeiro homem quer duas coisas: perigo e jogo. Por isso quer a mulher: o jogo mais perigoso.
( FRIEDRICH NIETZSCHE )

O amor é o estado no qual os homens têm mais probabilidades de ver as coisas tal como elas não são.
( FRIEDRICH NIETZSCHE )

Odeio as almas estreitas, sem bálsamo e sem veneno, feitas sem nada de bondade e sem nada de maldade.
( FRIEDRICH NIETZSCHE )

E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música.
( FRIEDRICH NIETZSCHE )

Muitos são os obstinados que se empenham no caminho que escolheram, poucos os que se empenham no objetivo.
( FRIEDRICH NIETZSCHE )

O que o pai calou aparece na boca do filho, e muitas vezes descobri que o filho era o segredo revelado do pai.
( FRIEDRICH NIETZSCHE )

Todos vós, que amais o trabalho desenfreado (…), o vosso labor é maldição e desejo de esquecerdes quem sois.
( FRIEDRICH NIETZSCHE )

Não há fatos eternos,como não há verdades absolutas.
( Frases e Pensamentos de Friedrich Nietzsche)

A vida vai ficando cada vez mais dura perto do topo.
( Frases e Pensamentos de Friedrich Nietzsche)

A vantagem de ter péssima memória é divertir-se muitas vezes com as mesmas coisas boas como se fosse a primeira vez.
( FRIEDRICH NIETZSCHE )

O que não provoca minha morte faz com que eu fique mais forte
( Friedrich Nietzsche)

Você precisa de uma alma caótica para deixar nascer um bailarino
( Friedrich Nietzsche)

Quando se amarra bem o próprio coração e se faz dele um prisioneiro, pode-se permitir ao próprio espírito muitas liberdades.
( FRIEDRICH NIETZSCHE )

A grandeza do homem consiste em que ele é uma ponte e não um fim; o que nos pode agradar no homem é ele ser transição e queda.
( FRIEDRICH NIETZSCHE )

Uma alma que se sabe amada, mas que por sua vez não ama, denuncia o seu fundo: – vem á superfície o que nela há de mais baixo.
( FRIEDRICH NIETZSCHE )

O casamento põe fim a breves loucuras – sendo uma longa estupidez.
( Frases e Pensamentos de Friedrich Nietzsche) Mensagem sobre Casamento

A objecção, o desvio, a desconfiança alegre, a vontade de troçar são sinais de saúde: tudo o que é absoluto pertence à patologia.
( FRIEDRICH NIETZSCHE )

Para a maioria,quão pequena é a porção de prazer que basta para fazer a vida agradável!
( Frases e Pensamentos de Friedrich Nietzsche)

Nós fazemos acordados o que fazemos nos sonhos: primeiro inventamos e imaginamos o homem com quem convivemos – para nos esquecermos dele em seguida.
( FRIEDRICH NIETZSCHE )

Aquele que luta com monstros deve acautelar-se para não tornar-se também um monstro. Quando se olha muito tempo para um abismo, o abismo olha para você.
( FRIEDRICH NIETZSCHE )

Uma vez tomada a decisão de não dar ouvidos mesmo aos melhores contra-argumentos: sinal do caráter forte. Também uma ocasional vontade de se ser estúpido.
(Nietzsche)

Perdido seja para nós aquele dia em que não se dançou nem uma vez! E falsa seja para nós toda a verdade que não tenha sido acompanhada por uma gargalhada!
(Nietzsche)

As mulheres podem tornar-se facilmente amigas de um homem; mas, para manter essa amizade, torna-se indispensável o concurso de uma pequena antipatia física.
(Nietzsche)

A vontade é impotente perante o que está para trás dela. Não poder destruir o tempo, nem a avidez transbordante do tempo, é a angústia mais solitária da vontade.
(Nietzsche)

O amor revela as qualidades sublimes e ocultas do que ama, – o que nele há de raro, de excepcional: nesse aspecto facilmente engana quanto ao que nele há de habitual.
(Nietzsche)

Encontra-se sempre, aqui e ali, algum semi-deus que consegue viver em condições terríveis, e viver vencedor! Quereis ouvir os seus cantos solitários? Escutai a música de Beethoven.
(Nietzsche)

Quem luta com monstros deve velar por que, ao fazê-lo, não se transforme também em monstro. E se tu olhares, durante muito tempo, para um abismo, o abismo também olha para dentro de ti.
(Nietzsche)

Sou demasiado orgulhoso para acreditar que um homem me ame: seria supor que ele sabe quem sou eu. Também não acredito que possa amar alguém: pressuporia que eu achasse um homem da minha condição.
(Nietzsche)

No convívio com sábios e artistas facilmente nos enganamos no sentido oposto: não é raro encontrarmos por detrás dum sábio notável um homem medíocre, e muitas vezes por detrás de um artista medíocre – um homem muito notável.
(Nietzsche)

Cristo morreu cedo demais. Se tivesse vivido até a minha época, ele teria repudiado a sua doutrina.
(Nietzsche)

Toda virtude tem seus privilégios: por exemplo, o de levar seu próprio feixezinho de lenha para a fogueira do condenado.

(Nietzsche)

 Ciência Redutora da Vida ( FRIEDRICH NIETZSCHE )

Proclama-se com um ar de triunfo que «a ciência começa a dominar a vida». Pode ser que chegue a isso, mas é certo que a vida assim dominada não tem mais grande valor, porque é muito menos uma vida, e garante para o futuro muito menos vida que essa mesma vida fazia em outros tempos, dominada não pela ciência, mas pelos instintos e por algumas grandes ilusões.

Amor e Justiça ( FRIEDRICH NIETZSCHE )

Porque é que se sobrestima o amor em detrimento da justiça e se diz dele as coisas mais lindas, como se ele fosse uma entidade muito superior àquela? Pois não é ele visivelmente mais estúpido que aquela? Por certo, mas, precisamente por isso, tanto mais agradável para todos. Ele é estúpido e possui uma rica
cornucópia; tira desta os seus presentes e distribui-os a qualquer pessoa, mesmo que esta não os mereça e até nem sequer lhe agradeça por isso. É imparcial como a chuva, a qual, segundo a Bíblia e a experiência, não só encharca o injusto até aos ossos, mas também, em determinadas circunstâncias, o justo.

Moralidade e Êxito ( FRIEDRICH NIETZSCHE )

Não são só os espectadores de um acto que, amiúde, medem o que é moral ou imoral no mesmo, consoante o êxito: não, o próprio autor também o faz. Pois os motivos e as intenções raramente são suficientemente claros e simples, e, às vezes, a própria memória parece perturbada pelo efeito do acto, de modo que a pessoa atribui ao seu próprio acto motivos falsos ou trata como essenciais os motivos
secundários. O êxito dá, muitas vezes, a um acto todo o honesto brilho da boa consciência, um malogro coloca a sombra do remorso sobre a acção mais respeitável. Daí resulta a conhecida prática do político, que pensa: «Dai-me simplesmente o êxito! Com ele, também terei posto do meu lado todas as almas
honestas… e ter-me-ei tornado honesto, perante mim próprio». De maneira análoga, o êxito é suposto substituir a melhor fundamentação.

Os Poetas Tornam a Vida mais Leve ( FRIEDRICH NIETZSCHE )

Os poetas, na medida em que também querem tornar mais leve a vida das pessoas, ou desviam o olhar do trabalhoso presente ou ajudam o presente a adquirir novas cores, graças a uma luz vinda do passado que fazem irradiar sobre ele. Para poderem fazê-lo, têm eles próprios de ser, em muitos aspectos, seres voltados para trás: de maneira que se os pode utilizar como pontes para chegar a tempos e concepções muito distantes, a religiões e civilizações em vias de extinção ou já extintas. (…) É certo que há algumas coisas desfavoráveis a dizer quanto aos meios de que eles se servem para aligeirar a vida: apenas sossegam e curam provisoriamente, só de momento; até impedem as pessoas de trabalhar na realidade
por uma melhoria da sua situação, precisamente enquanto suprimem e descarregam, por meio de paliativos, a paixão dos insatisfeitos, que incitam à acção.

A Grandeza de Carácter ( FRIEDRICH NIETZSCHE )

Obedecer aos próprios sentimentos? Arriscar a vida ao ceder a um sentimento generoso ou a um impulso de momento… Isso não caracteriza um homem: todos são capazes de fazê-lo; neste ponto, um criminoso, um bandido, um corso certamente superam um homem honesto. O grau de superioridade é vencer em si esse elã e realizar o acto heróico, não por um impulso, mas friamente, razoavelmente, sem a expansão de prazer que o acompanha. Outro tanto acontece com a piedade: ela há-de ser habitualmente filtrada pela razão; caso contrário, é tão perigosa como qualquer outra emoção. A docilidade cega perante uma emoção – tanto importa que seja generosa ou piedosa como odienta – é causa dos piores males. A grandeza de carácter não consiste em não experimentar emoções; pelo contrário, estas são de ter no mais alto grau; a questão é controlá-las e, ainda assim, havendo prazer
em modelá-las, em função de algo mais.

O Efeito da Verdadeira Maturidade ( FRIEDRICH NIETZSCHE )

A alternância de amor e ódio caracteriza, durante muito tempo, a condição íntima de uma pessoa que quer ser livre no seu juízo acerca da vida; ela não esquece e guarda rancor às coisas por tudo, pelo bom e pelo mau. Por fim, quando, à força de anotar as suas experiências, todo o quadro da sua alma estiver completamente escrito, já não desprezará nem odiará a existência, mas tão-pouco a amará, antes
permanecerá por cima dela, ora com o olhar da alegria, ora com o da tristeza, e, tal como a Natureza, a sua disposição ora será estival, ora outunal.
(…) Quem quiser seriamente ser livre perderá de mais a mais, sem qualquer constrangimento, a propensão para os erros e vícios; também a irritação e o aborrecimento o acometerão cada vez mais raramente. É que a sua vontade não quer nada mais instantaneamente do que conhecer e o meio para tanto, ou seja, a condição permanente em que ele está mais apto para o conhecimento.

A Mentira ( FRIEDRICH NIETZSCHE )

Porque é que, na maior parte das vezes, os homens na vida quotidiana dizem a verdade? Certamente, não porque um deus proibiu mentir. Mas sim, em primeiro lugar, porque é mais cómodo, pois a mentira exige invenção, dissimulação e memória. Por isso Swift diz: «Quem conta uma mentira raramente se apercebe do pesado fardo que toma sobre si; é que, para manter uma mentira, tem de inventar
outras vinte». Em seguida, porque, em circunstâncias simples, é vantajoso dizer directamente: quero isto, fiz aquilo, e outras coisas parecidas; portanto, porque a via da obrigação e da autoridade é mais segura que a do ardil. Se uma criança, porém, tiver sido educada em circunstâncias domésticas complicadas, então maneja a mentira com a mesma naturalidade e diz, involuntariamente, sempre
aquilo que corresponde ao seu interesse; um sentido da verdade, uma repugnância ante a mentira em si, são-lhe completamente estranhos e inacessíveis, e, portanto, ela mente com toda a inocência.

Escolhe Inimigos Que Te Mereçam ( FRIEDRICH NIETZSCHE )

Gosto dos valentes; mas não basta bater a torto e a direito; é preciso saber ainda no que se bate. E muitas vezes há mais coragem em se conter e passar adiante, a fim de se reservar para um adversário mais digno. Tende apenas inimigos dignos de ódio, e não inimigos desprezíveis; é necessário que possais
estar orgulhosos dos vossos inimigos; já vos ensinei isso.
É necessário reservardes-vos para um adversário mais digno, meus amigos; por isso tereis de passar por cima de muitas ofensas, – passar por cima de muita canalha que vos massacrará com as palavras povo e nação.
Livrai o vosso olhar de se misturar às suas contestações. É um matagal de direitos e de abusos. Ter de considerá-los irrita. Lançar aí os olhos – atirar-se para a confusão – é a mesma coisa; ide-vos pois para os bosques deixai dormir a vossa espada!
Segui os caminhos que vos pertencem. E deixai povos e nações seguirem os seus escuros caminhos, na verdade, nos quais não brilha uma única esperança!

Os Ciúmes Das Nossas Virtudes ( FRIEDRICH NIETZSCHE )

Meu irmão, és feliz se só tens uma virtude e não várias: pois passarás mais facilmente a ponte.
É uma distinção ter muitas virtudes, mas é sorte bem dura; e não são poucos os que se têm ido matar ao deserto, cansados de serem combate e campo de batalha das suas próprias virtudes.
Meu irmão, serão um mal a guerra e as batalhas? Mas são males necessários, e é necessário que as tuas virtudes tenham ciúmes umas das outras e estejam desconfiadas umas das outras e se caluniem entre si.
Vê, cada uma das tuas virtudes é ávida de tudo possuir, cada uma quer que a totalidade da tua alma lhe sirva de arauto, quer toda a tua força na cólera, no ódio e no amor.
Cada uma das tuas virtudes é ciosa das outras, e o ciúme é uma coisa terrível.
As próprias virtudes podem morrer de ciúme.
O que está cercado pela chama do ciúme acaba, como o escorpião, por voltar contra si mesmo o seu aguilhão envenenado.
Ai! meu irmão, nunca viste uma virtude caluniar-se e apunhalar-se a si própria?
O homem é um ser que deve superar-se, por isso necessitas amar as tuas virtudes
- porque por elas morrerás.

As Três Fases da Moralidade ( FRIEDRICH NIETZSCHE )

Temos o primeiro sinal de que o animal se tornou homem, quando a sua actuação já não se relaciona com o bem-estar momentâneo, mas com o duradouro, pro­va de que o homem adquire o sentido do útil, do adequado: é então que, pela primeira vez, irrompe o livre senhorio da razão. Um estádio ainda mais ele­vado é alcançado, quando ele age consoante o prin­cípio da honra; graças ao mesmo, ele adapta-se,
sub­mete-se a sentimentos comuns, e isso ergue-o muito acima da fase, em que só a utilidade entendida em termos pessoais o guiava: ele respeita e quer ser res­peitado, isto é, entende o proveito como dependente do que ele opina acerca dos outros, do que os outros opinam acerca dele. Finalmente, na fase mais eleva­da da moralidade em uso até agora, ele age segundo o seu critério quanto às coisas e às pessoas, ele próprio determina para si e para outros o que é honroso, o que é útil; tornou-se o legislador das opiniões, em conformidade com o conceito cada vez mais desen­volvido do útil e do honroso. O conhecimento habi­lita-o a preferir o mais útil, ou seja, a colocar o pro­veito geral e duradouro à frente do pessoal, a respeitosa estima de valia geral e duradoura à frente da momentânea; ele vive e actua como indivíduo co­lectivo.

O Embuste dos Artistas e Escritores ( FRIEDRICH NIETZSCHE )

Estamos habituados, perante tudo o que é perfeito, a omitir a questão do seu processo evolutivo, regozijando-nos antes com a sua presença, como se ele tivesse saído do chão por artes mágicas. Provavelmente, estamos ainda, neste caso, sob o efeito residual de um antiquíssimo sentimento mitológico. Quase nos sentimos ainda (por exemplo, num templo grego como o de Pesto) como se, numa manhã, um deus, brincando, tivesse construído a sua morada com tão gigantescos fardos. Outras vezes, como se um espírito tivesse subitamente sido metido por encanto dentro duma pedra e quisesse, agora, falar através dela. O artista sabe que a sua obra só produz pleno efeito, se fizer crer numa improvisação, numa miraculosa instantaneidade da sua criação; e, assim, ele ajuda mesmo a essa
ilusão, introduzindo na arte, ao começo da sua criação, aqueles elementos de entusiástica inquietação, de desordem que tacteia às cegas, de sonho atento, como forma de iludir, a fim de dispor o espírito do espectador ou do ouvinte de modo a que ele creia no súbito brotar da perfeição.
A ciência da arte, como é evidente, tem de contradizer essa ilusão da maneira mais determinada e apontar as conclusões erróneas e os maus hábitos do intelecto, graças aos quais este cai na rede do artista.

A Necessidade do Próximo ( FRIEDRICH NIETZSCHE )

Nós só sentimos agrado para com os semelhantes – ou seja pelas imagens de nós próprios – quando sentimos comprazimento connosco. E quanto mais estamos contentes connosco, mais detestamos o que nos é estranho: a aversão pelo que nos é estranho está na proporção da estima que temos por nós. É em conseqüência dessa aversão que nós destruímos tudo o que é estranho, ao qual assim mostramos
o nosso distanciamento.
Mas o menosprezo por nós próprios pode levar-nos a uma compaixão geral para com a humanidade e pode ser utilizado, intencionalmente, para uma aproximação com os demais.
Temos necessidade do próximo para nos esquecermos de nós mesmos: o que leva à sociabilidade com muita gente.
Somos dados a supor que também os outros têm desgosto com o que são; quando isto se verifica, então receberemos uma grande alegria: afinal, estamos na mesma situação.
E, talqualmente nos vemos forçados a suportar-nos, apesar do desgosto que temos com aquilo que somos, assim nos habituamos a suportar os nossos semelhantes.
Assim, nós deixamos de desprezar os outros; a aversão para com eles diminui, e dá-se a reaproximação.
Eis porque, em virtude da doutrina do pecado e da condenação universal, o homem se aproxima de si mesmo. E até aqueles que detêm efectivamente o poder são de considerar, agora como dantes, sob este mesmo aspecto: é que, «no fundo, são uns pobres homens.

Absurdo, Liberdade e Projecto ( FRIEDRICH NIETZSCHE )

Uma vez admitidos dois factos: que o devir não tem fim e que não é dirigido por qualquer grande unidade na qual o indivíduo possa mergulhar totalmente como num elemento de valor supremo, resta só uma escapatória possível: condenar todo esse mundo do devir como ilusório e inventar um mundo situado no além, que seria o mundo verdadeiro. Mas, logo que o homem descobre que este mundo não é senão construído sobre as suas próprias necessidades psicológicas e que ele não é de nenhum modo obrigado a acreditar nele, vemos aparecer a última forma do niilismo, que implica a negação do mundo metafísico e que a si mesma se proíbe de crer num mundo verdadeiro. Alcançado este estado, reconhecemos que a realidade do devir é a única realidade e abstemo-nos de todos os caminhos
afastados que conduziriam à crença em outros mundos e em falsos deuses – mas não suportamos este mundo que não temos já a vontade de negar.
(…) Que se passou portanto? Chegámos ao sentimento do não valor da existência quando compreendemos que ela não pode interpretar-se, no seu conjunto, nem com a ajuda do conceito de fim, nem com a do conceito de unidade, nem com a do conceito de verdade. Não chegamos a nada, não logramos coisa nenhuma dessa espécie; a unidade global não aparece na pluralidade do devir: o carácter da existência não é o de ser verdadeira, mas o de ser falsa (…) não há razão alguma para nos persuadirmos de que existe um mundo verdadeiro. (…) Em suma, as categorias de fim, de unidade, de ser, graças às quais demos um valor ao mundo, retiramos-lhas e o mundo parece ter perdido todo o valor.

axei isso em algum lugar.

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12 Agosto de 2008

 

Friedrich Nietzsche

Filósofo alemão, descendente de pastores protestantes, nasceu em15 de Outubro de 1844, na cidade de Rocken, nas proximidades de Leipzig, na Prússia. Seu pai e seus avôs eram pastores protestantes. Nietzsche teve muito desse espírito religioso durante a infância, e cogitava continuar a linhagem. Sua mãe era piedosa e puritana. Em 1849 perdeu o pai e o irmão quando Nietzsche tinha 5 anos, e Nietzsche foi criado pela sua mãe com sua avó, duas tias e uma irmã.. Mudou-se então para Naumburg, cidade às margens do rio Saale, onde cresceu, em companhia feminina: a mãe, a irmã, duas tias e a avó. Era uma criança feliz, aluno exemplar, dócil e leal. O zelo e mimo familiar fez com que ficasse um pouco deslocado, pois não gostava dos vizinhos, que armavam arapucas para passarinhos e bagunçavam. Preferia a calma do estudo, e os coleguinhas o chamavam de pequeno pastor, rejeitando maiores relações com ele. Lia a Bíblia, para si e para os outros.Em 1858, Nietzsche conseguiu uma bolsa de estudos na escola de Pforta, onde havia estudado filosófo romântico Fichte ( 1762-1814 ). Leu Schiller ( 1759- 1805) e Byron (1768-1824), escritor boêmio romântico que foi um dos gurus do romantismo. O Romantismo teve uma importância decisiva na juventude de Nietzsche, que mais tarde, na maturidade, criticou-o. Com essas leituras, e mais a influência de alguns professores, começou a se afastar do cristianismo. Na adolescência estudou muito a bíblia, o latim, autores clássicos, grego e a cultura grega. Gostou muito de Platão e Ésquilo. Escreveu um trabalho escolar sobre Teógnis (século VI a. C). Saindo de Pforta, partiu então para Bonn, onde estudou filosofia e teologia. Junto com seus colegas, Nietzsche teve um período de orgias sensuais, e arriscou atuar nas artes masculinas de fumar e beber, abandonando-as em seguida por considera-las corruptoras da percepção e pensamento. Em 1867 é chamado para o serviço militar, mas teve um acidente quando montava a cavalo.Seus músculos peitorais se distendem.

Seu professor preferido, Ritschl, de cultura grega, o persuadiu a mudar para Leipzig e se dedicar a filologia. Ritschl considerava a filologia o estudo das instituições e pensamentos, e não só o estudo das formas literárias. Seguindo o mestre, Nietzsche completou seus estudos brilhantemente em Leipzig, e realizou estudos sobre Homero, Diógenes Laércio (século III) e Hesíodo (século VIII a. C). A partir desses estudos, aos 24 anos, foi nomeado professor de Filosofia Clássica em Basiléia e professor de filologia clássica da Universidade de Leipizig. Tinha vinte e quatro anos, e se interessava por música e poesia. Queria viajar para Paris, mas o professor Ritschl, em 1869 lhe propôs o posto de professor e ele aceitou. Lá conheceu um dos únicos amigos cuja amizade durou até o fim, Overbeck, que era professor de teologia. Nietzsche ocuapa-se com muito trabalho. Dá aulas sobre Ésquilo e paletras, como: “Sobre a personalidade de Homero”, “O drama musical grego”. Redige um texto, A origem e finalidade da tragédia. Alguns não concordam com Nietzsche, mas todos o consideram um jovem de futuro promissor. Em 1870 ocorre a Guerra Franco Prussiana, passo importante para a unificação alemã. A Alemanha se industrializa, a exemplo da Inglaterra e França, que desde o século anterior passavam por processo de mecanização da produção. Otto von Bismarck, militar responsável pela unificação alemã, declara guerra à Prússia. Nietzsche participa da guerra como enfermeiro mas logo adoece de disenteria e difteria. Essa doença pode ser a origem dos problemas de saúde que o atormentaram por toda a vida. Recupera-se lentamente e volta para a Basiléia , afim de continuar suas atividades. Fica com a idéia de que o estado e a política são antagonistas.

Ocorre a guerra civil da França e queimam-se os arquivos do museu do Louvre. Nietzsche fica desesperado, pois considera um crime contra a cultura. Conclui o primeiro livro, O Nascimento da Tragédia no Espírito da Música. Meditou sobre o assunto enquanto atuava como enfermeiro. O livro tem forte influência de Wagner (1813-1883) e Schopenhauer. Por volta de 1865, passava por uma livraria quando viu a reedição de um livro que não havia feito muito sucesso na época em que foi feito: O Mundo como Vontade e Representação. Encontrou nele um espelho no qual redescobriu a vida com uma natureza assustadora. Passa então, a realmente se interessar por filosofia. Neste livro está contida a idéia principal de que os atos dos seres vivos são fruto de uma cega vontade de viver. Nietzsche admira-se com o seu ateísmo, e no Gaia Ciência chama Schopenhauer de primeiro filosófo assumidamente ateu. Schopenhauer diz que os meis de produção só são admiráveis quando podem ser adquiridos por qualquer homem, e que o aumento de custo e a falta de acesso levam a uma centralização do poder negativa. Antes da guerra, em 1868, Nietzsche e Wagner se encontraram. Nietzsche gostava de sua músicas, como Tristão e Isolda. Através de Brockhauss, um professor da universidade casado com a irmã de Wagner, se encontraram. Nietzsche passou a vistar Wagner em Tribschen, que não ficava longe da Basiléia. Caracterizou o lugar como seu lar e seu refúgio. Wagner era profundo conhecedor da filosofia de Schopenhauer. Em 1872 é publicado o Nascimento da Tragédia, que começa falando do drama musical grego onde o dionísico se opõe ao apolíneo. O deus Dionisio (existe também a grafia Dioniso), do vinho e da festa, levava em seus cultos à experimentação dramática da existência. Os homens experimentavam a exarcebação dos sentidos, a vertigem e o excesso nos cultos ao Dinonísio, o Baco dos romanos. A palavra bacanau deriva dessas festas em homenagem a Baco. O dionisíco, é como um apolínio uma pulsão cósmica, só que de outro tipo. Nela, se aniquila as fronteiras e limites habituais da existência cotidiana. É o prazer da ação, a inspiração, o instinto. A existência cotidiana e a existência dionísica são separados um do outro. Mas ao passar o turbilhão perceptivo do culto a esse deus, volta-se ao estado normal, deseja-se a vida ascética. Os deuses gregos eram necessários para esse povo, diz Nietzsche, porque legitimavam a existência humana. Os homens viviam seus deuses, que mostravam a vida sob um olhar glorioso. Na tragédia grega, a platéia participava também. À tragédia se opõe a comédia. Nos cultos, o deus se revela mostrando o drama da individualização. O livro de Nietzsche é de um especialista em cultura e mitologia gregas. Transborda de lirismo.

O apolíneo surge nas homenagens ao deus Apolo. É o inverso de Dionísio, pois é o deus da moderação e da individualidade, do lazer, do repouso, da emoção estética e do prazer intelectual. Esse deus surge, na cultura grega depois de Dionísio. A arte grega retratava seus deuses e as pulsões cósmicas se manifestavam nas atividades artísticas. A arte grega era a união desses dois ideiais, que se alternavam. A música e o mito são inseparáveis na arte grega. O mito trágico expressava toda a crueldade do mundo dionísico. O coro é dionísico, e o diálogo, apolíneo. O pessimismo estava presente na arte grega, pois os gregos conheciam a dureza da vida. Essa dureza leva à desilusão, que é vencida na arte. A complementação que existia nas experiências antagônicas do Dinosíco e Apolíneo foi destruída pela civilização. A Grécia de então não separava o manual e o intelectual, o cidadão e político. A filosofia dos pré-socráticos é afirmadora da vida e da natureza, pois o pensamento está unido com esse fenômeno, a vida. Mas Sócrates corrompeu essa atividade grega, com as suas teorias, realçou o lado frouxo do caráter ateniense e corrompeu a juventude. O caráter da filosofia passa a julgar a vida, humanizar a natureza, iluminar a escuridão do mundo com a luz tênue da razão. No lugar ao filósofo mediador, que recria os valorers, surgiu o filósofo metafísico. Sócrates é o responsável pela divisão na consciência entre o aparente e o real. Nas suas conversas e perambulações descobriu que os homens não tinham conhecimento seguro de suas atividades, não resistiam à sua dialética e a sua maiêutica, eles agiam apenas por instinto O instinto passa, de força criadora a ser crítico. Sócrates teve que pagar por sua audácia e sua serenidade diante da morte o tornou um exemplo, um novo ideal da juventude ateniense.Nietzsche também faz a crítica a Sócrates no livro O Crepúsculo dos Ídolos.

Assim, o mito dionísico desapareeu da Grécia, deixou de ser vivenciado pelos homens. A exaltação, encarnada na folia da orgia e corrobada pela música deram lugar ao apreço civilizatório. Mas será que essa exaltação sumiu para sempre? Nietzsche reconhece em Wagner um Ésquilo moderno que restaura os mitos instintivos, tornando a unir a música e drama em êxtase dionísico. É esse o caráter de sua música, segundo Nietzsche, que , junto com o povo alemão, iria restaurar o mundo experimentado sob transe místico. A música é uma linguagem universal em alto grau. Todas as sensações humanas, seus esforços, seu interior, pode se refletir e se expressar pelas melodias. A razão lança isso no conceito negativo do sentimento, diz Nietzsche. E , continua segundo a doutrina de Schopenhauer, vendo a música como expressão da vontade. O peso da existência é atenuado com estimulantes e deles derivam a civilização. Pode ser socrática, artística ou trágica. Exemplos respectivos: a civilização alexandrina, helênca ou hindu. A característica da civilização socrática é o otimismo, que está escondido na lógica. Ao mito se sucedeu a clareza do conhecimento. Nietzsche foi músico amador, embora quisesse mais do que isso. Era bom pianista e suas composições musicais chegam a dar bom volume. Wagner adorou o livro, dizendo numa carta que suas palavras ainda não cobriam a grandeza do livro, pois eram insuficientes. Mas ele também provocou reações adversas, como a do helenista Mallendort. Pohden e Wagner respondem à crítica, que veio em forma de panfleto. Wagner gostava de Bakunin na juventude. Em 1872 Nietzsche voltou a Basiléia. Profere palestras. É polêmico e envolvente. Fala sobre a difusão da cultura na Alemanha. Defende a tese de que o ensino não deve ser apenas profissionalizante, mas capacitador do desenvolvimento das faculdades humanas. Desgostoso com o silêncio sobre o seu primeiro livro, afunda no trabalho e na reflexão. Vem-lhe a idéia de que a filosifia é o médico da civilização. A filosofia deve ser crítica, não passiva. Redige uns pedaços de A Filosofia na Época Trágica dos Gregos.

Nietzsche não é um pensador sistemático. Não podemos fazer divisões rígidas de seu pensamento, e classificá-lo é difícil. Alguns estudios dividem a sua obra em três fases: · pessismismo romântico-(1869-1876) influência de Wagner e Schopenhauer.· positivismo cético-(1876-1881) período de rupturas. Influência do moralismo francês. Critica o caráter demasiado humano da filosofia e defende a liberdade de espírito. · período de reconstrução- A fase de Zaratustra e da afirmação da vida. Escreve um ensaio Sobre Verdade e Mentira no Sentido Extra Moral, no qual explora o lado gnisiológico, de origem e fundamentação do conhecimento. O conhecimento é uma ilusão, a única relação do homem com o mundo possível é a estética. O conhecimento típico do homem, que assimila o mundo à sua perspectiva. Existem os instrumentos do conhecimento (categorias e linguagem) e seu produto, o mundo percebido. Uma das perspectivas que aprecem em Nietzsche é noção de que o instinto da conservação da espécie é a responsável por muitos atos. O conhecimento é útil à preservação da vida e é tembém o objetivo de todos os líderes religiosos. O conhecimento não é transcedente e o homem é criador de seus valores. O homem interpreta e dá um sentido humano às coisas, o resultado disso é o mundo articulado. O conhecimento foi inventado em um minuto pelo homem, em relação à idade do cosmo. Foi um minuto mentiroso. A verdade é procurada para ser válida e comum e a linguagem dá as primeiras leis da verdade. A verdade e a mentira seriam relativas, válidas apenas sob o ponto de vista humano. No processo de antropormofizção do mundo, o reduzimos e generalizamos. Por exemplo, ao estereotiparmos folha, ignoramos qual folha é verdadeira e válida. Não exise na natureza a folha, elas são bilhões. Nietzsche observa os humanos de longe e não os considera seres privilegiados. Um dos pontos principais de sua obra é a crítica aos valores judaico-cristãos. O homem não é divino. O ser humano necessita sobreviver e dominar, e essa vontade de poder e de dominar está presentes em toda sua história. O ser humano se apega à mentira do conhecimento como se sua filosofia ou ciência explicasse realmente o mistério cósmico. O conhecimento , a moral e a metafísica são invenções humanas. No século XVIII caíram as teorias da origem divina do homem.

Mas existe o idealismo metafísico, o homem é divino, a Terra é escolhida. Para Nietzsche, o homem está sem Deus, sem causa transcendente. Oconhecimento é ativo e submisso à vida. O mundo que tem valor é o que criamos ao perceber. Nossas verdades são mera ilusão. Para crescer em potência, uma espécie deve moldar sua concepção de realidade e comportamento em leis inváriaveis e elementos prevísiveis. Nos filósofos anteriores a Nietzsche, os orgãos de conhecimento eram de origem incodicionada ou transcendente. Para Nietzsche , a capacidade espiritual do homem tem um contexto natural e social. Kant havia dito que só podemos conhecer fenômenos e não a coisa-em-si. Nietzsche aceita essa posição. Ele vai contra o racionalismo como instrumento da verdade, e vai contra o empirismo também, baseado na coisa dada e apreensão dos fatos. Para Nietzsche a verdade se tornou uma multidão de metáforas e metonínias, ou seja, relações humanas. Mas elas parecem objetivas e incriadas. O homem só conhece o efeito das leis da natureza e não as próprias leis. A atividade do conhecer é um meio de se atingir a potência. Para se contrapor à ilusão em que vivemos, devemos desenvolver uma força artística. O mundo que percebemos é uma obra de arte dos sentidos e do intelecto. Da concepção de conhecimento deriva a noção kantiana do conhecimento como atividade constituinte e legisladora. Nietzsche é contra a humanização do mundo. A objetividade, para o homem é uma função prática da subjetividade. A essência se torna sentido e o sentido é uma força ou valor. Esse livro, Sobre Verdade e Mentira no Sentido Extra-Moral, é sobre verdade e linguagem. A palavra não é mais do que uma representação sonora de uma excitação cerebral. Nietzsche chega à velha verdade: existe um abismo entre a sensação e a linguagem. Com a vida gregária vem a designação obrigatória e verdadeira das coisas. Assim surge a verdade, de caráter social , convencional. Nietzsche criticou David Strauss, num ensaio que obteve aceitação, dentre outros, do hegeliano de esquerda Bruno Bauer. Nos ensaios das Considerações Extemporâneas, livro de caráter polêmico, critica o historicismo e as Universidades. Diz que o Estado não protege nunca homens como Schopenhauer e Platão, pois tem medo deles. É acusado de megalomania.

Nietzsche sempre foi um defensor do virtuosismo, bem como do espírito guerreiro. Diz que toda a arte e filosofia são um meio para a vida que cresce. Os homens grandes sofrem . Os sofredores são de dois tipos: os de abundância de vida, que querem uma arte dionísica e, ao contrário, os que sofrem de empobrecimento de vida. Os românticos são da última categoria. Cita como exemplo de românticos desse tipo Wagner e Schopenhauer, seus ídolos da mocidade, quando já estava maduro, na Gaia Ciência. Em 1872 , Nietzsche freqüenta assiduamente a casa de Wagner. Wagner, e sua mulher Cosima lhe tratam com respeito.Nietzsche tem uma paixão contida por Cosima. Wagner se muda e eles começam a se afastar. Nietzsche começa a se isolar. Em 1876, vai assistir a tetralogia de Wagner que fazia muito sucesso O anel dos Nibenlungos, e deixara-se embriagar com isso. Nietzsche se irrita com o caráter burguês da obra e pela nivelação da sociedade medíocre, que grosseiramente se entusiasmava pela música. Desiludido, Nietzsche vai para Bayeuruth. O Parsifal, de Wagner, é uma exaltação ao cristianismo e à santidade. Mais tarde, no Caso Wagner, critica este músico em muitos aspectos. Começa a sofrer de saúde. Paul Reé, um médico, vem lhe prestar auxílio. Paul publicara em 1875 as Observações Psicológicas e se preparava para o segundo livro. Em novembro de 1876 Nietzsche e Wagner convivem pela última vez. Na Gaia Ciência, fala que eles tiveram uma amizade astros, mas como dois navios com obetivos próprios, partiram para mares e sóis diferentes. Nietzsche vai para Sorrento, numa estada proveitosa. Volta para a Basiléia e a Universidade, a saúde piora. Em maio de 1878 lança Humano, Demasiado Humano, numa crítica aos valores. Seguem-se opiniões negativas e positivas. Wagner, Rohde e Malwida ficam embaraçados, contra. Outros ,como Overbeck, Rée e Gast elogiam o livro. Bruno Bauer o elogia, mais tarde. O livro é lançado em comemoração ao centenário da morte de Voltaire, em 1879, Nietzsche se aposenta da faculdade e ganha uma bolsa de 400 franco anuais por serviços prestados à cultura. A Basiléia foi seu lar durante dez anos. Lá viveu, fez amigos trabalhou, sempre critcando o vazio de muitos eruditos. Frequentara a vida acadêmica. Passou, então, a ter uma vida errante. Em 1870, sua saúde piora de vez, ele fica a beira da morte. Crises graves e initerruptas durante meses. Restabelecido, mas não totalmente, viaja pela Europa: Suíça, Itália, França e Alemanha. Numa linguagem mais amena, mas não menos crítca, escreve com todo o seu ser, suas verdades são sangrentas. Ignora o que sejam verdades espirituais.

Em 1880 Nietzsche publica O Andarilho e sua Sombra. Escreve Aurora, em que se empenha “numa luta contra a moral da auto-renúncia”. Em 1885 escreve a Gaia Ciência. Esse livro é o de um homem culto do século XIX, opinando sobre diversos assuntos em pequenas sessões. Faz crítica literária, artística, filosófica e até política. Ve a juventude com outros olhos. O jovem é um barril de pólvora , que pode se inflamar em torno de qualquer ideologia. Nesse sentido, acha o hegelianismo perigoso. A obediência aos costumes é moralidade. Os fracos governam, pois associaram-se e recriminam os fortes. O que é proveitoso cosntitui o valor. O homem é o criador de valores, mas se esquece de sua criação. A moralidade é o instinto gregário do indivíduo. Quem é punido é quem pratica os atos. Na sociedade, existem os instintos de rebanho. Atribuem-se as palavras um sentido fixo e acha que ela espelha a realidae, que tem caráter transitório. O homem chega, pelos costumes, à convicção de que é preciso obedecer. No inverso disso, existe o prazer, a autodeterminação e a liberdade de vontade. O espírito livre revolta-se contra a crença. Para libertar-se, é preciso um longo processo de abandono de hábitos e comodidades. Nietzsche não era racional, depois passou a criticar a teologia e elogiar um pouco a ciência. Mas ela está carregada de antroprofismos. A parte positiva é que ela se livrou do além, da vida após a morte. Escapou das crenças mas não da crença da verdade.Nietzsche diz que os homens de ciência não tem espíritos livres. A interpretação científica não é unica. No inverno de Gênova, ve a obra musical Carmen, de Bizet. Sente-se arrebatado e transportado. É um retorno à vida, depois de estar de caras com a morte. No final de abril de 1882, Nietzsche chega a Roma. Viajou em um cargueiro. Sua vida amorosa não foi das melhores. Foi recusado no pedido de casamento duas vezes. Conheceu, através de um amigo, duas jovens de origem russa, em 1876. Pediu em casamento a mais velha (eram irmã), que mais tarde se casou com Hugo. Em julho de 1876 encontrou uma francesa, Louise Ott. Na Sícilia, Paul Rée e Malwida lhe escrevem, pedindo que conheça uma moça, Louise von Salomé, russa que viajava pela Itália com a mãe. Era muito inteligente e tinha uma personalidade liberada. Ela se relaciona com Nietzsche, mas também gosta de Rilke e admira Freud. Em Roma se conheceram e Nietzsche se apaixonou. Vão para a Suíça com Rée. Querem ter uma vida cultural, com muitas pesquisas em um grande centro, num projeto que chamas de Santa trindade. Nietzsche pede lou em casamento e obtém nova recusa. Ela escreveu um livro sobre Nietzsche, em 1894. O trio se separa. Depois, voltam a ficar algumas semanas juntos. Nietzsche quer fazer de lou uma discíplua que continue seu pensamento. A família de Nietzsche é contra sua paixão. Seu comportamento é liberado demais: vive com dois homens sem ser casada.. E Lou acabou ficando com Rée em Belim por cinco anos. Rée foi assassinado em 1904, depois de praticar sadomia. Lou se casou com Carl Andréas. Em Silas Maria, Surlei, Nietzsche tem a visão do eterno retorno, teoria que colocará em sua obra prima, Assim Falava Zaratustra. A energia e a matéria do universo são finitas e ele está sempre em fluxo, de modo que, no futuro, as coisas voltam. Cada instante traz a marca da eternidade e volta a acontecer um número infinito de vezes. As civilizaçõs voltarão, até mesmo Nietzsche voltará. O universo é animado por um movimento circular sem fim. Passa de um frescor para desenvolver-se e chegar ao ápice, e renasce, como Phoenix, de si mesmo. A soma de energia permanece igual no universo. Apesar disso ,Nietzsche condenava a crença na vida após a morte.Para ele o homem havia sido preso pela suas crenças, inventadas e colocadas acima do real. Não devemos voltar para o além e o eterno, pois essa mistificação reduz o homem a condição de servo e destrói as fontes mais profundas da vida. No lugar dessas crenças, devemos reconhecer em nós e na história a Vontade de Potência, de poder. Na teoria do eterno retorno, o mundo se alterna na criação e destruição, alegria e sofrimento, bem e mal. Em Zaratustra, Nietzsche é um defensor do virtuosismo, virilidade, contatos rústicos com a natureza e espírito guerreiro. Como explica em um poema, Nietzsche estava num jardim,no inverno de Rapallo, esperando e meditando além do bem e do mal, quando “um se fez dois, e Zaratustra passou por mim”. Nada tem a ver com o Zaratustra persa. Quando Nietzsche terminou a primeira parte de Zaratustra, Wagner morreu (sua última música foi Parsifal) .Terminou o livro em 1885. Em 1888, Nietzsche escreve o Nietzsche contra Wagner,que junto com o Caso Wagner, constitui a justificatica teórica, exorcista, das suas desavenças com Wagner. Nietzsche o critica a torto e a direito, e é famosa a frase em que diz: “Wagner acaricia cada instinto budista e embelaza-o com a música; acaricia toda a forma de cristianismo e toda a forma de decadência.” Nietzsche reconhece em Wagner o pessimismo, infkuência de Schopenhauer, e estava em uma fase de afirmação do lado positivo da vida. Foi muito difícil editar Assim falava Zaratustra, “um livro para todos e para ninguém”. Como em muitas edições de seus livros, Nietzsche pagou do próprio bolso a última parte da obra- Foi uma tiragem de quarenta exemplares,mas não tinha para quem mandá-lo, pois estava sem amigos, e enviou-o para sete pessoas. Overbeck lhe manda livros de vez em quando, pois sabia que Nietzsche estava em dificuldades financeiras.

Nietzsche começa a redigir Além do Bem e do Mal. É o livre-pós Zaratustra, sobre o qual disse: “é incimpreensível, pois remete a experiências só minhas, e eu não encontro companhia nem entre os vivos, nem entre os mortos”. Nietzsche faz prefácios para edições anteriores de seus trabalhos e redige a última partee de a Gaia ciência. Leu Dostoievsky, e adorou sua psicologia, que põe em personagens. O próprio Nietzsche via em si e em sua filosofia uma fonte para muitos psicólogos, que ele considerava terem muito a evoluir. Escreve Para uma genealogia da moral, que complementa e ilustra para além do bem e do mal. Nietzsche ve ao origens e motivos que fizeram o homem viver de acordo com a mentira da moral, que serve aos fracos. Escreve um adendo para o Além do bem e do mal. Em 1889, começa a pirar. Saindo do seu quarto de pensão, vê um cocheiro açoitando seu cavalo. Precipita-se entre o animal e o açoite e perde os sentidos. Ficou desmaiado dois dias. Quando Overbeck vai visitá-lo, está louco. Diz que é o sucessor do deus morto e o bufão da eternidade. Escreveu cartas para muitas pessoas, assinando como Dionisio, o crucificado. Nietzsche sofria da saúde então. Não conseguindo tratamento adequado, se tornara seu próprio médico. Tomava drogas como o ópio, haxixe e cloral. Escreve a primeira parte de seu projeto A vontade de potência, O Anticristo. Escreve Ditirambos de Dionísio. Escreve Ecce como. Os ditirambos são poemas, Nietzsche gostava de poesia, admirava Goethe e sua sabedoria. No anticristo, continua seu ataque à moral cristã, como força inimiga da vida, restringidora da vontade de potência , e cuja influência apolínea desvirtuou a humanidade. Nietzsche é internado na Basiléia. Sua mãe foi contra. O diagnóstico é paralisia cerebral progressiva e tendo como agravante sua saúde precária. Nietzsche fica dócil e seus amigos duvidam de sua loucura. Nas visitas , revela boas memórias. A irmã de Nietzsche, Elizabethe Foster, volta do Paraguai, depois da morte do marido anti-semita, que Nietzsche não gostava. Depois de uma luta judicial, consegue a responsabilidade pelos escritos do irmão, e passa a manipulá-los. Eles tiveram uma relação incestuosa. Ela publica a Vontade de Potência, não de acordo com a vontade do autor, mas uma coletânea de anotações e aforismos. Os livros de Nietzsche fazem sucesso na virada do século, ele obtém reconhecimento, e seus livros dão dinheiro. Mas não adiantava mais, era tarde.No hospício, Nietzsche escreve Minha irmã e eu. Morre em agosto de 1900. Sua irmã ainda manipulou seus escritos a favor do fascismo, era admiradora de Mussolini. Sua teoria do super-homem foi adaptada para servir ao arianismo. Nietzsche critica Kant, ora contra ora a favor. Diz que sua sabedoria era imensa. Que era um cristão pérfido, insidioso.Devemos a Kant um avanço metafísico, o de não crer mais na possibilidade de conhecer um além-mundo. Ele se orgulhava de seu avanço, o de ter descoberto os juízos sintéticos a priori (antes da experiência), sendo possíveos graças à uma faculdade. Mas Nietzsche diz que não temos de acreditar em tais juízos, no seu valor prático, mas nos perguntar como eles são possíveis. Porque preferir sempre a verdade? Ela nem mesmo é fixa e inalterável. Nietzsche é adepto do perpectivismo, a pessoa enxega o mundo de acordo com sua perpectica sócio-cultural. A partir so sujeito,o sujeito não pode ser pensado , só vivido, sempre a entender e a interpretar. Nietzsche o chama de o velho Kant, o grande chinês de Koninsberg. Os siatemas filosóficos exemplares de Kant eHegel tem colocado fórmulas e valorações nos campos em que atuam. Para Nietzsche, Hegel e Schopenhauer se colocaram contra bestial mecanização do mundo. Embora voltados para a modernidade, não faziam do racionalismo algo reducionista.Assim também acontece com Goethe, que Nietzsche não critica, diz que ele inspira respeito. Nietzsche, inicialmente via no povo alemão uma força dionísica, capaz de afastar a monotonice apolínea instaurada na Europa. Mas depois critica os alemães em diversos pontos. Diz que depois de dominar o espírito, se entediam com ele. Esse povo embruteceu com o cristianismo e o alcóol. O essencial de sua cultura superior está perdida. Nietzsche reagiu contra o historicismo de Hegel, que justifica as ações dos homens de acordo com o espírito e com o absoluto.

No Crepúsculo dos Ídolos, Nietzsche analisa como Sócrates conseguiu penetrar no coração dos nobres atenienses. Tocava no instinto de combate grego e era um erótico. Assim, conseguiu se sobressair, apesar de ser feio. Então ele afastou as mitificações que exploravam o lado obscuro da natureza, que só podia ser sentido, vivido, e não pensado. Afastou-o com a luz da razão, que elevou à categoria de tirana. Para Nietzsche, a verdade e a falsidade não mais existem, mas sim sinais, o homem está destinado a multiplicidade, pois tudo é interpretação. Nietzsche condena a noção que se encontra na cultura de muitos povos, que explicam tudo sob a luz racional e terceirizam para um além mundo o que não se encaixa. Assim, a razão é considerada como divina, pois seu estado de clareza leva a um falso bem estar. A natureza, para Nietzsche , está além das concepções humanas de entendimento. Essa mesma natureza devia ser experimentada de acordo com o espírito guerreiro, temos de viver em estado de guerra e resistir aos apelos supra terrenos. Ele criticou a metafísica, que colocava o mundo como reflexo diminuído de algo transcendente. A recompensa para o sofrimento dessa vida, segundo o cristianismo, está no além. O cristianismo é um vale de lágrimas. São os escravos e vencidos, ou seja os que não podiam experimentar esse mundo com o virtuosismo que ele merece, que fizeram a moral dos fracos, inventando o além. Para recuperar o lado positivo da vida, é necessário uma transmutação de todos os valores, uma revigoração da cultura judaico-cristã. No processo de transformação , teríamos de lutar contra os erros sob os quais fomos criados, como o ressentimento (é tua culpa se sou fraco), a consciência de culpa e o ideal ascético. Mas sua tarefa é solitária. Toda a civilização é produto de bases falsas, os eruditos são o que tem maior responsabilidade para lutar contra esse defeito, e questionar os próprios princípios. A cultura encontra-se em decadência, como resultado do afastamento da força da vida, tão escassa no universo. Nietzsche se afastou, ao enxergar a verdade cada vez mais longe. Mas pagou sua divída por esse afastamento ao criar seu herói solitário, Zaratustra, um questionador da cultura e civilização,bem coo da moral e valores sobre o qual ela se apóia.

Zaratustra

A tarefa de conscientização de Zaratustra não é fácil, ele encontra a ignorância do “populacho” em um tempo não definido. Zaratustra é o personagem principal de um romance filosófico-poético. Com trinta anos, sobe à montanha para escapar dos males das relações humanas e adquirir conhecimento da natureza. Vive em exposição aos elementos naturais, e junto aos seus animais (uma águia e uma serpente). Lá vive por dez anos, até saciar de seu conhecimento como abelha que produz muito mel, e parte para o convívio humano. A narrativa é pouca, o que preenche o livro são os discursos de Zaratustra. Ao descer encontra um velho e depois de dialogar se interroga: “será possível que este homem santo não saiba que deus morreu?” Nietzsche já havia feito essa afirmação na Gaia Ciência, e desenvolve com Zaratustra. Os Deuses morreram de tanto rir, ao ouvir a afirmação de que só existe um Deus. Nietzsche pretende colocar com essa afirmação que a civilização racional afastou as interpretações místicas do mundo, prevalecendo na Terra, o senso comum, e nele não há lugar para Deus, pois o homem não pode suportar não ser Deus, e portanto Ele não existe. A ignorância do dogmatismo faz com que acreditemos em coisas absurdas. Pelo fato de não podermos explicar, colocamos nossas esperanças no fim das frustações no além . Para substituir a divindade morta, Nietzsche sugere o super-homem: o bom senso da Terra. O que há de nobre do homem é ser ele um fim e não um meio. O super-homem é a ponte, é ele o raio. O homem é algo que será superado. Ele é o resultado da vontade de potência exercida, um paradigma da virilidade e virtuosismo. Se coloa além do bem e do mal, e fez seus valores em pedaços. O povo ri do discurso de Zaratustra, que resolve não pregar mais em praças. Ao longo do livro, Zaratustra viaja e expõe sua doutrina sobre assuntos diversos, adquirindo alguns discípulos. Os poetas mentem em demasia, Zaratustra expõe a verdade. É um apoio à margem do rio, mas não uma muleta. Por trás de toda a moralidade existe a vontade de poder. O homem deve exercer o poder da vida, de modo a servir de solo ao super-homem. A moral é uma força contrária à natureza. Para chegar ao super-homem Nietzsche não descarta a eugenia, a procriação para fins de superação. Passa-se o sangue e a alma para o filho, o qual continua as obras. O sangue é espírito também. A educação deve enobrecer o espírito humano e não restringi-lo. Uma vida viajante faz com que não nos prendamos em rotinas, temos que se viver em estado de alerta, como guerreiros. Zaratustra só poderia crer num deus que dança, pois todos os dias em que não há danças estão perdidos. Zaratustra critica o Estado, pois ele não representa o povo. Tudo nele é falso, diz Zaratustra. O homem deu valores às coisas afim da autoconservação, um valor humano e inadequado. A humanidade não existe, pois é uma abstração. Os sábios servem o povo e a supertição, não a verdade. Ela está aonde o povo está. Zaratustra conversa com a vida e com os animais, que chegam a cuidar dele em sua época de doença e delírio. A vida lhe confia um segredo: “Olhe, eu sou o que deve ser superior a si mesmo”. Zaratustra crítica os estultos e ama a liberdade. É o último dos sábios, e conhece a arte da retórica. Zaratustra parte em busca de novos horizontes, Primeiro vai para as ilhas bem aventuradas, depois se aventura para além do oceano. Passa pela cidade dos tolos, escorraça-os. Encontra aquele que matou Deus, sempre em busca do homem superior. Mas volta para a terra onde morava e quer retornar à sua gruta. Ouve o grito do homem superior e, no caminho, encontra diversos personagens: os reis, o viajante, o homem mais feio, o mendingo. Convida-os tanto para um jantar em sua gruta, onde se dá a ação final. Lá há espaço e comida para todos. Zaratustra consegue o reconhecimento desses homens, com seu pensamento , que de modo crítico, coloca a arte e poesia como força criadora e de vida, o único valor possível. Os outros livros de Nietzsche são influenciados pelo o de Zaratustra. Nietzsche se superou, como pensador da cultura e artista. Sua influência na filosofia posterior é grande, como em Deleuza, Heidegger e Foucault. Depois da segunda guerra, houve uma etomada da interpretação de sua filosofia, em sua acepção original, não deturpada. Fez a crítica da modernidade, e seu bravo peito desbravou os horizontes possíveis com o artífico da linguagem, e não cedeu diante as adversidade,em sua vida incomum. Influenciou também os existencialistas e os psicólogos. Além de músico, poeta filológo e filosófo, foi um grande escritor. Suas obras tem um tom profundo e coeso, como em Platão.

Idéias de Nietszche

Para Nietzsche o mundo passa e voltará a passar indefinidamente pelas mesmas fases e cada homem voltará a ser o mesmo em novas existências. Para os fracos que se conformam na humildade, no temor ao pecado e na infelicidade, esta revelação é esmagadora. Porém, para os fortes, que souberam tornar-se super-homens, este é um pensamento exaltador. Além da influência da cultura grega, particularmente de filósofos como Platão e Aristóteles, Nietzsche foi influenciado pelo filósofo alemão Schopenhauer, pela teoria da evolução e pelo seu amigo compositor Richard Wagner. Um dos pontos básicos defendidos por Nietzsche era que os valores tradicionais (representados principalmente pelo cristianismo) perderam seu poder na vida dos indivíduos. Ele expressou isso na sua fala “Deus está morto”. Ele estava convencido que os valores tradicionais representavam uma moralidade escrava, uma moralidade criada por indivíduos fracos e ressentidos que estimularam comportamentos gentis por interesses próprios. Nietzsche dizia que novos valores poderiam ser criados para substituir os tradicionais, e sua discussão dessa possibilidade levou-o ao conceito do super-homem. De acordo com Nietzsche, as massas, que ele chamou de rebanho, correspondem à tradição, enquanto que que seu super-homem ideal é seguro, independente e altamente individualista. O super-homem sente profundamente, mas as suas paixões são racionalmente controladas. Concentrando-se no mundo real, ao invés de concentrar-se nas recompensas do próximo mundo prometido pela religião, o super-homem vive a vida, incluindo o sofrimento e a dor que acompanham a existência humana. Seu super-homem é um criador de valores, um criador de moralidades máximas que refletem a força e a independência de alguém que está liberto de todos os valores, exceto aqueles que ele acredita válidos. Nietzsche defendeu a idéia de que todo o comportamento humano é motivado pela busca do poder. No sentido positivo, a busca do poder não é simplesmente ter poder sobre outros, mas poder sobre si-mesmo, que é necessário para criatividade. Tal poder se manifesta no super-homem como independência, criatividade e originalidade. Embora Nietzsche negasse que o super-homem existisse, ele citou alguns indivíduos que poderia servir como exemplo. Entre eles, citou Socrates, Jesus, Leonardo da Vinci, Michelangelo, Shakespeare, Goethe, Julio Caesar e Napoleão. O conceito do super-homem tem sido frequentemente interpretado como uma declaração de sociedade mestre-escravo e, portanto, associada ao totalitarismo. Mas muitas escolas negam essa conexão e atribuem isso a uma interpretação errônea do trabalho de Nietzsche.

Influência de Nietszche

Poeta aclamado, Nietzsche exerceu muita influência nas literaturas germânica e francesa, e na teologia. Seus conceitos tem sido discutidos e elaborados por filósofos alemães como Karl Jaspers, Martin Heidegger e Martin Buber. Também há interpretações do teologista Paul Tillich e escritores franceses como Albert Camus e Jean Paul Sartre. O estudo de Nietzsche é muito difícil. Ler Nietzsche é chato, todos dizem, e a maioria das pessoas que lerem o que se escreve sobre ele provavelmente nunca o lerão. Então tem sido mais importante o que dizem a seu respeito do que o que ele realmente disse. Por causa disso sugere-se 4 regras para bem estudar Nietzsche.Regra 1: Não leia de forma absoluta nada que Nietzsche escreveu, mas sinta-se livre para interpretar o que você pensa que ele poderia ou deveria ter dito, pois só assim você poderá suportar seus argumentos. Regra 2: Se você precisar ler algo que Nietzsche escreveu, nunca leia em ordem, ou em série, e certamente nunca, nunca no contexto. Sua ilusão de entendimento do que ele disse vai apenas levá-lo a criar sua interpretação do que você pensa que ele poderia ou deveria ter dito. Regra 3: Quando realmente estiver lendo Nietzsche (se você realmente precisar), o que você pensar que ele escreveu será com certeza muito mais importante do que o que ele realmente disse. Nunca imagine que ele está descrevendo como as coisas são ou foram: sempre interprete os pensamentos dele como sendo a maneira como ele pensava que as coisas deveriam ser. Regra 4: Lembre-se que o que você interpreta de Nietzsche é mais importante do que o que ele realmente disse. A história está no seu lado ! Esteja atento ! Suas Principais Obras Foram: A Origem da Tragédia, Humano demasiado humano, Para Além do bem e do mal, Assim falou Zaratustra, A Genealogia da Moral, O Crepúsculo dos Ídolos, e outros.

Não sei de quem é este texto, axei por ai.

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1 Julho 2008

Nietzsche: A Transvaloração dos Valores

 Os conceitos marxistas de ideologia e alienação denunciam as ilusões do conhecimento:
as “verdades” da classe dominante, impostas como universais, são antes o produto das condições materiais de produção. O fundador da psicanálise, Sigmund Freud (1856-1939), ao criar, por sua vez, a hipótese do inconsciente coloca em xeque a crença racionalista segundo a qual a consciência humana possui controle sobre os desejos: antes disso, o indivíduo reage às forças conflitantes de suas pulsões sem conhecer os determinantes de sua ação (o papel da psicanálise seria ajudar o indivíduo a tomar consciência de seus desejos reprimidos, auxiliando-o na superação do
comportamento neurótico).
A filosofia de Friedrich Nietzsche (1844-1900) não se confunde com o pensamento de Marx ou Freud, mas compartilha com eles algo crucial: a destruição – a golpes de martelo, como dirá o próprio Nietzsche – da ilusão da certeza. É, afinal, a crise da racionalidade moderna que se anuncia na obra desses pensadores.
Nietzsche coloca-se contra toda filosofia sistemática, de Platão a Hegel. Aliás, ele subverte a noção tradicional segundo a qual a filosofia teria surgido com a superação do pensamento mítico. Ao estudar a transição do período arcaico ao clássico da Grécia Antiga, Nietzsche nota a existência de dois princípios contraditórios que, no entanto, se contrabalançavam e se completavam mútua e dialeticamente. Assim, ao “espírito apolíneo” contrapunha-se o “espírito dionisíaco”, ou seja, no lado oposto à racionalidade ordeira encontrava-se o excesso festivo e a embriaguez.
O objetivo de Nietzsche?
Suprimir a base, a partir do qual os valores da tradição cristã foram erigidos, demolir seu fundamento metafísico (que nada prova) e demonstrar, de um lado, a historicidade de valores que se fizeram passar por universais e, de outro, como sua construção, afinal, não é divina, mas humana, demasiado humana. E mais do que isso: pretende demonstrar como os valores da tradição socrático-cristã são niilistas, pois depreciam a vida e desprezam o corpo (Saiba Mais). A alma, continua Nietzsche, foi forjada “para arruinar o corpo”. O “mundo verdadeiro” da metafísica é o “atentado mais perigoso contra a vida”, é a “máxima objeção contra a existência”. É preciso, então, suprimir o além, restabelecer o equilíbrio entre os valores vitais (“espírito dionisíaco”) e a razão (“espírito apolíneo”), combater e inverter os valores da tradição cristã para que surjam outros, afirmativos da vida. A essa empreitada, Nietzsche chama “a transvalorização de todos os valores”.
A “morte de Deus” presente no pensamento nietzschiano, significa, enfim, a ruptura com o modelo de pensamento metafísico, baseado na dicotomia entre aparência e realidade, falsidade e verdade, bem e mal. Todo conhecimento, portanto, é resultado de uma construção resultante também de interesses e condicionamentos subjetivos, sujeitos a impulsos e anseios.
O conhecimento, desse modo, resume-se à interpretação, à atribuição de sentidos, sem jamais constituir-se em uma explicação definitiva da realidade. Os sentidos, por sua vez, são atribuídos a partir de uma escala de valores que se quer promover. O papel da filosofia é, pois, interpretar a história da formação dos valores, identificando os diferentes processos de formação de um texto, observando suas lacunas e seus espaços em branco, desmascarando a pretensa
universalidade de “verdades” que, no fundo, são historicamente construídas.
Para Nietzsche a verdade é: “Um batalhão móvel de metáforas, metonímias, antropomorfismos, enfim, uma soma de relações humanas, que foram enfatizadas poética e retoricamente, transpostas, enfeitadas, e que, após longo uso, parecem a um povo sólidas, canônicas e obrigatórias: verdades são ilusões, das quais se esqueceu que o são.”
Sintetizando, Nietzsche ao colocar em questão o valor dos valores, procura demonstrar que a pretensa universalidade dos valores da tradição socrático-cristã não passam de uma construção histórica cujos frutos são nocivos à vida. A transvaloração de todos os valores é, finalmente, a coragem de erigir novos e humanos valores, voltados para o florescimento e intensificação da vida humana.

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25 de junho

Trechos de Nietzsche

“Para que haja arte, para que haja ação ou comtemplação estética qualquer, uma condição fisiológica preliminar é neessária: a embreaguez. É preciso em primeiro lugar que a embreaguez tenha aumentado a irratabilidade de toda a máquina: de outra forma, a arte é impossível. Todos os tipos de embreaguez, ainda que estejam condicionados o mais diversamente possível, têm potência de arte (…) O essencial na embriaguez é o sentimento da força aumentada e da plenitude.”

30 de junho de 2008

 Poema de Nietzsche

 Tu,que com o fogo da tua lança
Divides o gelo de minha alma,
Fazendo-a buscar o mar, sem calma,
Em busca da sua maior esperança :
Sempre mais clara, e mais saudavel,
Liberta no dever mais amavel
Ela preza e teu mulagre,
Mais belo entre todos os janeiros!
Nietzsche

 Nietzsche fez este poema para homenagear
o janeiro de um ano que eu não sei qual é.

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30 de junho de 2008

 ”Um dia,estava Zaratustra a dormitar sob uma figueira,porque fazia calor e tinha tapado o rosto com o braço.Nisto chegou uma víbora,mordeu-lhe o pescoço e ele soltou um grito de dor.Afastando o braço do rosto,olhou a serpente e ela reconheceu os olhos de Zaratustra,contorceu-se vagarosamente e quis se retirar. “Não – disse Zaratustra – espera,ainda não te agradeci!Despertaste-me a tempo,pois o meu caminho ainda é longo”.
“O teu caminho teu caminho é curto”,disse tristemente a víbora : – o meu veneno mata.Zaratustra pôs-se a rir.”Quando foi que o veneno de uma serpente matou um dragão?”.E ele ainda disse : “Reabsorve o teu veneno!Não és rica demais pra me fazeres presente dele”.Então,a víbora tornou a enlaçar-lhe o pescoço e lambeu a ferida.”
(assim falou Zaratustra)

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 08 de Abril 

 

Nietzsche cuida do meu peixinho

 Hoje meu peixinho morreu. Sai de casa às 13:00 horas, quando retornei às 16:00 horas, ele havia me deixado. Ah meu peixinho, você é louco, você é um peixinho kamikaze. Faz três dias que você pulou do aquário. Por quê? Agora a pouco lendo Nietzsche, lembrei de meu peixinho. Nietzsche quando andava pelas ruas de… Pelas ruas de… Ah de algum lugar, viu um homem chicoteando seu cavalo. Seu cavalo? Posso dizer meu peixe, meu gato, meu cachorro? Pode o homem dizer meu cavalo e chicoteá-lo? Nietzsche sentiu a dor deste animal indefeso. Nietzsche colocou-se em seu  lugar, sentiu sua dor. Nietzsche ao abraçá-lo é como se dissesse:   

Desculpe-o ele não sabe o que faz.    

Nietzsche chora a dor do pobre animal e é chamado de louco, insano, enquanto quem é louco é quem tem o chicote na mão. Ah Nietzsche eu te entendo.

Meu peixinho morreu, minha mãe jogou ele na privada. Ela não entendeu minha tristeza. È só um peixe disse ela. Eu queria ao menos enterrá-lo. Sabe Nietzsche eu queria se vegetariana. Mas é muita hipocrisia, chorar por um peixinho um dia e no outro comer seu priminho. Ah Nietzsche como eu queria, mas o corpo fala mais auto que o coração nessa hora. Acho que nunca conseguiria.

Peixinho, meu peixinho. Você não é kamikaze, kamikaze sou eu que o mantinha preso em um aquário enquanto seu lugar é o mar. Mas um consolo eu tenho. No mar você estaria sujeito as iscas e anzóis das pessoas. Inclusive a minha.

Pedir desculpas não adianta né peixinho? Ah Nietzsche cuida bem do meu peixinho.

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 31/03/2008 

 Há encanto e açúcar demais nesses sentimentos de “para os outros”, de “não pra mim”, para que não se tenha necessidade de desconfiar duplamente e perguntar: “não seriam talvez – seduções?” O fato de agradarem – aquele que os tem e àquele que goza de seus frutos, também aos meros espectadores.”
(…)
“Em circunstâncias de paz, o homem guerreiro se lança contra si mesmo.”
(…)
“Determinadas verdades são melhor reconhecidas por cabeças medíocres por lhe serem mais adequadas, há verdades que possuem encantos e forças sedutoras apenas para espíritos medíocres.”
                                                          Friedrich Nietzsche – Além do bem e do mal
 

Eu não li esse livro – ainda- eu peguei isso no orkut de um amigo )

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 Nietzsche

18 de março de 2008

Em toda parte o homem só encontra sua insuficiência pessoal, sua impotência total ou parcial. Que coragem teria para combater se não tivesse recebido previamente a consagração de uma causa que ultrapassa sua personalidade? nossas maiores dores individuais, a impossibilidade de por em comum com todos os homens um mesmo saber,a incerteza das verdades derradeiras e a desigualdade dos dons,tudo isso desperta em nós a necessidade da arte. Não podemos estar felizes quando todos em torno de nós sofrem e provocam sofrimento uns aos outros; não podemos ser morais enquanto a marcha das coisas humanas é determinada pela violência,pela mentira e pela injustiça; não podemos até mesmo ser sábios enquanto a humanidade inteira não rivaliza em sabedoria e não encontrou a maneira mais sabia de iniciar o homem para a vida e para o saber. Como poderíamos tolerar esse sentimento de nossa tríplice insuficiência, se já não pudéssemos discernir em nossas próprias lutas,em nossos esforços e nossos desastres,um elemento sublime e rico de sentido,se não aprendêssemos da tragédia a gostar do ritmo das grandes paixões e a grandeza de seu sacrifício? A arte, para dizer a verdade,n ão é o mestre e o mentor da atividade concreta; o artista,nessesentido, nunca é um educador nem um conselheiro; os objetivos que os heróis trágicos se propõem não são mais desejáveis em si.

Nietszche – O caso Wagner

 O caso Wagner

 

 

 

 

 

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